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Primeira-ministra dinamarquesa lidera governo minoritário de esquerda

Governo minoritário de Mette Frederiksen, apoiado por quatro partidos de esquerda e centro, soma 82 deputados, sem maioria estável no Folketing

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca (desde 2019) e líder do Partido Social Democrata
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  • A primeira-ministra Mette Frederiksen, líder do Partido Social Democrata, anunciou um acordo com três partidos para formar um Governo minoritário.
  • A coligação junta Esquerda Verde/Partido Popular Socialista, Partido Social Liberal e Moderados, somando 82 deputados no Folketing, menos da maioria de 179.
  • O SD ganhou as eleições de março com 38 deputados, o pior resultado desde 1903, com pouco mais de 22 por cento dos votos.
  • as prioridades do novo executivo serão apresentadas na terça-feira e os nomes dos ministros serão revelados na quarta-feira, após Frederiksen formalizar a proposta junto do rei Frederico X.
  • O cenário representa uma mudança face às tentativas anteriores de governo à esquerda ou à direita e pode envolver acordos com a Aliança Vermelha-Verde ou com partidos conservadores.

Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca e líder do Partido Social Democrata (SD), anunciou na segunda-feira à noite um acordo para um Governo minoritário, após negociações que se estenderam por meses. O acordo envolve três partidos de esquerda e um de centro-direita, formando uma coligação que sucede o Executivo anterior. O SD encabeça a aliança com 38 deputados, num Parlamento de 179 onde a maioria exige 90 cadeiras.

O novo bloco conta com a Esquerda Verde/Partido Popular Socialista (SF) com 20 deputados, o Partido Social Liberal (RV) com 10, e os Moderados com 14. Juntos somam 82 assentos, oito a menos que a maioria absoluta. A formação de governo decorre num contexto de crise económica e debates sobre políticas públicas, incluindo defesa europeia e apoio à Ucrânia.

A decisão encerra um processo de negociações antigo, depois de falhas de convergência entre as forças à esquerda e entre a direita. Lars Løkke Rasmussen, antigo primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, desempenhou um papel de mediador, sublinhando a necessidade de uma solução centrada. O Monarca terá de formalizar a nomeação dos ministros assim que Frederiksen apresentar a proposta de governo.

As prioridades do programa serão apresentadas na terça-feira, e a lista de ministros deverá ser revelada no dia seguinte, após a apresentação formal ao rei Frederico X. O objetivo é assegurar estabilidade parlamentar com uma minoria que depende de acordos pontuais para aprovar medidas no Folketing.

Historicamente, o SD teve resultados eleitorais em queda desde 2019. O partido enfrentou também a perda da Câmara de Copenhaga em autárquicas recentes, para a SF, o que reforçou o desafio de manter o apoio de eleitores tradicionais. As próximas semanas contarão com votações e negociações para consolidar a geométrica de apoio necessária para governar.

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