Em Arouca, a rede de geoparques da UNESCO fixou um prazo de 10 anos para criar o primeiro geoparque mundial num país africano ou asiático da CPLP. A decisão foi tomada no I Fórum de Geoparques da UNESCO na CPLP, que decorre até sábado, com cerca de 120 participantes.
Portugal e Brasil são os únicos lusófonos com geoparques reconhecidos pela UNESCO. A organização pretende ampliar a rede, explorando o potencial natural e turístico das geografias existentes e futuras.
Margarida Belém, presidente da Geoparque de Arouca, destacou que é possível avançar para novos geoparques na CPLP e em Timor-Leste dentro de uma década.
Desafios e Potencial
Os técnicos presentes apontaram cinco objetivos para os próximos anos: reforçar a cooperação técnica e científica entre países, criar programas de mentoria para candidaturas, envolver universidades e comunidades, e partilhar boas práticas para aumentar o número de geoparques lusófonos.
Victor Vicente, Timor-Leste, salientou registos fósseis relevantes e áreas com património geológico, biodiversidade e cultural. Shellita Viega, São Tomé e Príncipe, destacou as ilhas vulcânicas e a riqueza de espécies endémicas, apontando potencial turístico e científico.
Hamilton Fernandes, Cabo Verde, pediu maior integração entre comunidades, universidades e decisores políticos, enquanto Dinis Quicassa, Angola, concordou e promoveu redes de cooperação multidisciplinar. Léon Eyang, Guiné Equatorial, recomendou inventários geológicos e formação técnica, com cooperação entre CPLP. Teresa Ferreira, Turismo de Portugal, lembrou o papel dos ministros da CPLP na valorização da rede de geoparques lusófonos.
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