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UNESCO pretende geoparque em país lusófono africano ou asiático até 2036

Fórum da CPLP aponta década para criar o primeiro geoparque UNESCO num país africano ou asiático lusófono, alargando cooperação técnica e científica

O Geopark Naturtejo é um dos sete geoparques mundiais da UNESCO em Portugal
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  • No I Fórum de Geoparques da UNESCO na CPLP, em Arouca, foi traçado um prazo de dez anos para criar o primeiro geoparque mundial num país africano ou asiático da CPLP.
  • O objetivo é alargar a rede lusófona de geoparques, contando com cerca de cento e vinte participantes de treze geoparques de Portugal e Brasil.
  • Os participantes estabeleceram cinco grandes objetivos: reforçar a cooperação técnica e científica; criar programas de mentoria e capacitação; envolver universidades e comunidades locais; construir plataformas de partilha de boas práticas; ampliar o número de geoparques nos países lusófonos.
  • O debate entre técnicos e especialistas de Portugal, Brasil, Espanha, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe reconheceu desafios persistentes, mas revelou um grande potencial geológico, paisagístico e cultural.
  • Exemplos citados incluem Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Angola, com foco em fósseis, ilhas vulcânicas e espécies endémicas, sublinhando o valor turístico e científico para futuros geoparques.

Em Arouca, a rede de geoparques da UNESCO fixou um prazo de 10 anos para criar o primeiro geoparque mundial num país africano ou asiático da CPLP. A decisão foi tomada no I Fórum de Geoparques da UNESCO na CPLP, que decorre até sábado, com cerca de 120 participantes.

Portugal e Brasil são os únicos lusófonos com geoparques reconhecidos pela UNESCO. A organização pretende ampliar a rede, explorando o potencial natural e turístico das geografias existentes e futuras.

Margarida Belém, presidente da Geoparque de Arouca, destacou que é possível avançar para novos geoparques na CPLP e em Timor-Leste dentro de uma década.

Desafios e Potencial

Os técnicos presentes apontaram cinco objetivos para os próximos anos: reforçar a cooperação técnica e científica entre países, criar programas de mentoria para candidaturas, envolver universidades e comunidades, e partilhar boas práticas para aumentar o número de geoparques lusófonos.

Victor Vicente, Timor-Leste, salientou registos fósseis relevantes e áreas com património geológico, biodiversidade e cultural. Shellita Viega, São Tomé e Príncipe, destacou as ilhas vulcânicas e a riqueza de espécies endémicas, apontando potencial turístico e científico.

Hamilton Fernandes, Cabo Verde, pediu maior integração entre comunidades, universidades e decisores políticos, enquanto Dinis Quicassa, Angola, concordou e promoveu redes de cooperação multidisciplinar. Léon Eyang, Guiné Equatorial, recomendou inventários geológicos e formação técnica, com cooperação entre CPLP. Teresa Ferreira, Turismo de Portugal, lembrou o papel dos ministros da CPLP na valorização da rede de geoparques lusófonos.

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