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Acordo com EUA depende de aprovação de Trump após avanços, diz Vance

Acordo EUA–Irão, com cessar-fogo e base para negociações nucleares, aguarda aprovação de Trump; houve progressos, mas texto final ainda não está fechado

O vice-presidente dos EUA, JD Vance
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  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que houve muitos progressos num possível acordo de cessar-fogo com o Irão, mas ainda depende da aprovação de Donald Trump.
  • As negociações, intensificadas na última semana com mediação do Paquistão, visam pôr fim à guerra iniciada pelos EUA e por Israel, em 28 de fevereiro.
  • Segundo o Axios, o acordo proposto desbloquearia o estreito de Ormuz, prolongaria o cessar-fogo por 60 dias e abriria caminho para negociações sobre o programa nuclear iraniano nesse período.
  • O texto prevê que o Irão não imponha portagens no estreito e que os EUA desbloqueiem navios iranianos, com levantamento de sanções e retirada de minas do estreito em até 30 dias; o Irão também deveria permitir retorno de mercadorias e ajuda humanitária.
  • Enquanto isso, há divergências: a agência Tasnim afirmou que ainda não houve acordo concluído, e a televisão iraniana divulgou pontos que foram desmentidos pela Casa Branca; alguns senadores republicanos criticam as concessões previstas.

O acordo entre os EUA e o Irão, mediado pelo Paquistão, está em estágio de aprovação interna em Washington após indicar “muitos progressos” na cessação de hostilidades. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que o objetivo é consolidar bases para uma negociação, mas que o visto final depende do presidente Donald Trump.

Os dois países intensificaram as negociações na última semana, com foco na redução de tensões após o conflito iniciado pelos EUA e por Israel. O objetivo atual é estabelecer princípios para uma negociação sobre o programa nuclear do Irão, embora o texto completo ainda exija tempo para ser concluído.

Segundo o portal Axios, o acordo preliminar incluiria o desbloqueio do estreito de Ormuz e a prorrogação por 60 dias do cessar-fogo, com começo de negociações sobre o programa nuclear durante esse período. O Irão não deveria impor taxas no estreito, e o levantamento de sanções seria progressivo.

O possível memorando também contemplaria o fim de restrições ao comércio iraniano, incluindo o retorno de recursos congelados e a possibilidade de venda de petróleo, conforme as fontes. A discussão abrangeria ainda mecanismos de ajuda humanitária e o recomeço de tráfego de mercadorias.

A imprensa iraniana apontou que o acordo ainda não está concluído, com fontes oficiais a negar a existência de um texto final. Entidades próximas da negociação enfatizaram que as informações veiculadas por alguns órgãos de televisão não correspondem à realidade do estágio atual.

Entre os pontos discutidos, constaria o compromisso do Irão de não desenvolver armas nucleares, embora o detalhamento técnico de enriquecimento de urânio permaneça para fases futuras. A posição de Washington sobre o levantamento de sanções e o desbloqueio de fundos segue em avaliação.

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