Em Roma, na sede da FAO, Pedro Sánchez denunciou tácticas de fome como arma de guerra e pediu o fim definitivo da violência. O chefe do governo espanhol reforçou o alerta sobre ataques aos sistemas alimentares e a prosperidade mundial.
Numa reunião sobre o impacto de um possível bloqueio do estreito de Ormuz, Sánchez alertou para riscos à segurança alimentar e à nutrição globais. A intervenção acompanhou críticas ao tratamento dado a ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos ao tentar entregar ajuda a Gaza.
Sánchez condenou o que chamou de tentativa de vencer a guerra à custa da população de Gaza. A agenda oficial prevê uma audiência com o Papa no Vaticano, na quarta-feira, para além de reforçar a presença internacional de Espanha.
Centro logístico da WFP e ações de cooperação
O chefe do governo espanhol ressaltou a criação do centro logístico do Programa Mundial de Alimentação em Las Palmas de Gran Canaria, essencial para operações na África Ocidental e no Sahel. Espanha copreside, com o Brasil, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
Em discurso, Sánchez destacou um aumento de 13% na dotação para ajuda ao desenvolvimento, com 320 milhões de euros destinados a projetos de segurança alimentar nos últimos dois anos. As parcerias envolvem a Cruz Vermelha e a UNICEF em Palestina, Líbano, Mali, Venezuela e Haiti.
Candidatura de Planas à FAO
O líder espanhol defendeu a candidatura do seu ministro da Agricultura, Luis Planas, para dirigir a FAO, considerado candidato sólido. A posição de Planas contraria a preferência italiana por Maurizio Martina, atual vice‑diretor da organização.
A Itália expressou perplexidade perante a candidatura de Planas, lembrando que Espanha já tem Álvaro Lario à frente de uma agência da ONU em Roma, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola.
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