Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trump orienta negociadores a não apressar acordo com o Irão

Trump diz aos negociadores para não se precipitar num acordo com o Irão, numa fase de negociações construtivas que pode encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz

Presidente dos EUA Donald Trump caminha do Marine One para embarcar no Air Force One no aeroporto de Morristown, Nova Jérsia, a 22 de maio de 2026 (AP/Alex Brandon)
0:00
Carregando...
0:00
  • Trump disse aos seus representantes para não se apressarem num acordo com o Irão, apesar de negociações alegadamente construtivas.
  • Segundo a comunicação social, um acordo poderia pôr fim à guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e levar o Irão a abdicar de parte do urânio altamente enriquecido.
  • Trump afirmou que as negociações decorrem de forma ordeira e que a relação com o Irão é mais profissional e produtiva.
  • O cessar‑fogo de 60 dias está em jogo; sem abdicação do urânio, não haverá alívio de sanções e os portos iranianos permanecem bloqueados.
  • O Irão poderá entregar urânio enriquecido, com parte possivelmente destinada a um terceiro país; a Rússia mostrou-se disponível para receber esse material.

Donald Trump pediu aos seus negociadores para não se precipitarem num acordo com o Irão, numa publicação recente nas redes sociais. Diz que as conversações decorrem de forma construtiva e que ambas as partes devem levar o tempo necessário para fazer as coisas corretamente.

O Presidente dos EUA já tinha indicado, horas antes, que um entendimento estava em grande medida negociado, o que gerou especulações na comunicação social sobre um eventual anúncio de acordo. As informações indicam que haveria condições para pôr termo à guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump, que reagiu também a críticas de republicanos mais duros, afirma que as negociações decorrem de forma ordeira e que a relação com o Irão está a tornar-se mais profissional e produtiva. Os atrasos nas negociações mantêm-se num ponto de tensão entre Washington e Teerão.

Potenciais termos do acordo

Segundo relatos da imprensa, o acordo em preparação poderia exigir o Irão abdicar das reservas de urânio altamente enriquecido, com parte do material a ser diluída e o restante a ser transferido para um terceiro país, com a Rússia a ter estado disponível para receber parte.

Um responsável norte-americano confirmou um possível cessar-fogo de 60 dias: sem abdicação do urânio, não haveria alívio de sanções. O Irão detém actualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60% de pureza, o que representa um progresso técnico para fins não militares.

Apesar de anunciar abertura para o diálogo, Teerão não comprometeu publicamente a abdicação do urânio. O regime iraniano tem mantido que o programa nuclear é pacífico e que o direito à tecnologia nuclear é legítimo, apesar de enriquecer perto de níveis usados na armamentística.

Reacções e contexto

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que as diferenças entre as posições de Washington e Teerão começam a diminuir, mas destacou a necessidade de cautela após ataques recentes. O atual cessar-fogo permanece em vigor desde 7 de abril, com episódios de trocas de fogo isolados.

Washington mantém o bloqueio de portos iranianos há mais de um mês, com Trump a afirmar que o embargo permanecerá até à certificação e assinatura de um acordo. A reabertura do estreito é apontada como fundamental para mitigar a crise energética global provocada pelos bombardeamentos de fevereiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais