- O Irão continua a analisar o texto final do possível acordo com os EUA, ainda sem resposta formal através dos mediadores, segundo a agência Mehr.
- O New York Times informou que a Casa Branca enviou alterações à posição negocial de Teerão, com Donald Trump a querer endurecer as condições.
- O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, disse que as negociações decorrem num contexto de suspeita mútua e que mudanças constantes por parte dos EUA atrasam o processo.
- A possível proposta deverá abordar questões como a reabertura do estreito de Ormuz, o fim do bloqueo naval e um cessar-fogo de sessenta dias para abrir espaço a negociações sobre o programa nuclear e sanções.
- O poder militar iraniano manteve as ameaças, afirmando que, se os EUA e Israel voltarem a atacar, as operações, a geografia do campo de batalha e as armas utilizadas serão diferentes, com maior prontidão.
O Irão continua a analisar o texto final de um possível acordo com os Estados Unidos e ainda não respondeu por meio dos mediadores. A informação é da agência Mehr, que cita fontes próximas das negociações. No fim de semana, avançou-se que Washington terá apresentado alterações à posição negocial, com o objetivo de endurecer condições.
Segundo a imprensa, o Irão quer obter benefícios reais e tangíveis, mas mantém um histórico de incumprimento por parte dos EUA e uma desconfiança acumulada que enquadra o processo com rigor. As negociações decorrem num contexto de desconfiança mútua e de mensagens com tom variável entre as partes.
As declarações do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, sublinharam que o diálogo ocorre num ambiente de suspeita. A seriedade das exigências e contradições entre posições fazem parte do andamento negocial, segundo Baghaei, citado pela IRNA.
Ameaças e cenários possíveis
O porta-voz dos Guardas da Revolução, Hossein Mohebisai, avisou que as forças iranianas estão preparadas para todos os cenários caso haja novos ataques de EUA ou de Israel. Afirmou que, se houver hostilidades, as operações, a geografia do conflito e os armamentos utilizados poderão mudar.
Mohebisai acrescentou que o nível de prontidão das forças iranianas é superior ao de épocas anteriores e que o Irão tem maior compreensão do adversário, do seu equipamento e das táticas. O brigadeiro-general também negou que as forças navais iranianas tenham sido destruídas e citou o controle persistente do estreito de Ormuz como exemplo.
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