O Presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu a sua equipa de segurança nacional na sexta-feira, na Casa Branca, para discutir potenciais ações militares contra o Irão. A informação surge à medida que crescem as especulações sobre uma ofensiva caso não haja progresso nas negociações.
Trump regressou a Washington na noite de sexta, após um comício em Nova Iorque, cancelando planos de passar o fim de semana de Memorial Day na sua estância em Nova Jérsia. Na Truth Social, justificou a ausência no casamento do filho com circunstâncias relacionadas com o Governo.
Na manhã de sexta, a Axios indicou que a reunião envolveu o vice-presidente J. D. Vance e o secretário de Defesa Pete Hegseth, entre outros. A coordenadora das secretas, Tulsi Gabbard, não participou, tendo apresentado a demissão recentemente.
Desdobramentos políticos e diplomáticos
A CBS News avança que a Administração prepara uma nova ronda de bombardeamentos, com vários responsáveis do Pentágono a cancelar planos para o fim de semana. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reiterou que o Irão não pode possuir arma nuclear e que o Pentágono deve manter opções em aberto.
Durante o comício em Nova Iorque, Trump afirmou que o conflito com o Irão pode terminar brevemente. Fonte próxima do Presidente revela que pondera um ataque de grande envergadura para declarar vitória e encerrar a guerra.
Teerão recebeu, na quarta-feira, uma nova proposta norte-americana para um acordo. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, disse ao secretário-geral da ONU que as exigências de Washington dificultam um acordo no momento.
Diplomacia e mediadores regionais
Marco Rubio, chefe da diplomacia dos EUA, afirmou à imprensa, em Suécia, que Washington aguarda novidades dos mediadores paquistaneses liderados pelo marechal-de-campo Asim Munir, que viajaram ao Paquistão. O Wall Street Journal refere que os mediadores concentram-se num acordo mínimo para alongar a trégua e ganhar tempo para negociações mais profundas.
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