Em vésperas de encarar o Real Madrid no Santiago Bernabéu, o Athletic Bilbao revelou uma camisola principal para 2026/27 com um mapa do Euskal Herria nas costas. O símbolo estampa o território basco, incluindo Navarra, na zona superior da camisola, próximo ao símbolo da ikurriña. A apresentação gerou críticas e já abriu uma frente política.
A decisão do clube basco motivou protestos de partidos conservadores espanhóis e já gerou queixas formais. VOX pediu a retirada imediata do mapa junto da La Liga, do CSD e da RFEF, alegando politização do desporto. O grupo também avançou com uma queixa institucional na Câmara de Navarra.
A UPN reagiu anunciando que vai levar a questão aos tribunais caso o mapa permaneça. O partido sustenta que Navarra não faz parte do País Basco e que a inclusão configura uma mensagem político-identitária controversa, violando regras de equipagem.
Reações e desdobramentos
O caso envolve ainda o PP de Navarra, que classifica a inclusão como ataque à realidade institucional e histórica de Navarra. O partido acusa o Athletic de utilizar o futebol para impor uma visão política de exclusão e pedir uma clarificação às entidades competentes.
A etiqueta institucional aponta para o IFAB, que regula decisões sobre o equipamento desportivo. A norma indica que o equipamento não deve conter mensagens ou símbolos de caráter político, religiosa ou pessoal, sob risco de sanção aos clubes ou jogadores.
Contexto e próximos passos
O Athletic afirma que a camisola celebra a identidade do clube, com sete faixas a representar as províncias de Euskal Herria e a presença do mapa no topo das costas, refletindo uma história partilhada. O clube mantém o design como parte da sua narrativa histórica para a equipa.
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