- O primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, procura reativar o grupo de Visegrado 4 (Polónia, Eslováquia, Chéquia e Hungria), buscando redefinir relações entre os vizinhos e uma atuação mais unificada na União Europeia.
- Magyar anunciou uma cimeira do V4 em Budapeste no final de junho, como ponto de partida para o relançamento do grupo.
- A Eslováquia, que assume a presidência do V4 em julho, também pretende revitalizar o grupo, com o apoio de que três mosqueteiros esperam pelo quarto membro.
- O V4 enfrenta incertezas sobre a sua influência em Bruxelas, especialmente face a divergências em relação à Rússia e à Ucrânia, e à possível continuidade de políticas húngaras de gás russo até 2035.
- O grupo poderá abrir-se a novos formatos (V4+), incluindo a Áustria e outros parceiros europeus, para enfrentar questões como migração, energia, fundos de coesão e infraestrutura regional.
A Hungria, sob a liderança de Péter Magyar, estuda reativar o grupo Visegrád 4 (V4), aberto a uma nova fase de cooperação com os seus vizinhos. A iniciativa surge depois da vitória esmagadora de Magyar nas eleições. A prioridade inicial é a cimeira do V4 em Budapeste, prevista para o final de junho.
Magyar já visitou a Polónia, apresentando a reativação como um marco diplomático. O objetivo é redefinir relações e promover ações conjuntas em áreas-chave, mantendo a flexibilidade para acordos caso a caso.
A Eslováquia, que assume a presidência do V4 em julho, também sinalizou interesse em renovar o grupo. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, sugeriu o regresso do V4 com o reforço de alianças entre os quatro países.
A agenda do V4 volta a ser debatida num contexto de relações tensas com a Rússia e com dúvidas sobre a influência do grupo junto de Bruxelas. A cooperação pode virar instrumento de voz comum na UE, em temas de energia, migração e orçamento.
Defensores do V4 destacam que as quatro economias, juntas, têm peso próximo ao de Itália, o que pode conferir maior influência em Bruxelas. A cooperação deverá explorar ligações regionais, como ferrovias transfronteiriças e interligações de energia.
Alguns analistas apontam que a reativação exigirá novos consensos, dado o alinhamento europeu em várias áreas desde 2015. As conversas começam num cenário em que o V4 pode envolver mais parceiros de forma seletiva.
Entre as possíveis linhas de convergência estão energia nuclear, postura face ao sistema de direitos de emissão de carbono e temas de coesão no orçamento da UE. O V4 pretende manter o formato flexível, aberto a evoluções.
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