- A FAO alerta que o encerramento prolongado do estreito de Ormuz pode desencadear um choque agroalimentar sistémico, provocando uma grave crise mundial de preços dos alimentos em seis a doze meses.
- A intervenção ocorreria após Teerão ter bloqueado a passagem de petroleiros e navios de carga, removendo do tráfego uma parte significativa do transporte global de petróleo.
- A FAO diz que o bloqueio não é uma interrupção temporária, mas o início de uma crise grave no setor alimentar.
- Para evitar o cenário, a organização recomenda criar rotas comerciais alternativas, moderar restrições às exportações, proteger fluxos humanitários e criar reservas para absorver custos de transporte.
- O índice de preços dos alimentos da FAO subiu em abril pelo terceiro mês consecutivo, reflectindo custos elevados de energia e perturbações associadas ao conflito no Oriente Médio.
O encerramento prolongado do estreito de Ormuz pode provocar um choque agroalimentar sistémico, potencialmente gerando uma grave crise mundial de preços dos alimentos nos próximos seis a doze meses, alerta a FAO. A ONU afirma que o bloqueio não é uma interrupção temporária, mas o início de uma crise global.
O bloqueio ocorre após ataques entre EUA e Israel contra o Irão, com Teerão a impedir o trânsito de petroleiros e navios de carga. Cerca de um quinto do comércio marítimo global de petróleo passava por Ormuz antes do bloqueio, o que põe pressão adicional sobre mercados internacionais.
A FAO recomenda evitar rupturas de fornecimento, criando rotas alternativas, moderando restrições às exportações, protegendo fluxos humanitários e formando reservas para absorver custos de transporte elevados. O objetivo é aumentar a resiliência dos países frente a choques.
Segundo Máximo Torero, economista-chefe da FAO, já é hora de refletir sobre como fortalecer a capacidade de absorção de choques pelos países e minimizar impactos. A agência publicou o aviso num podcast hoje.
O índice de preços dos alimentos da FAO subiu em abril, marcando o terceiro mês consecutivo de subida. O aumento deve-se aos custos elevados de energia e às perturbações associadas ao conflito no Médio Oriente, indica o relatório.
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