- Putin dirige-se a Pequim para uma visita oficial, ocorrendo pouco depois da reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em um momento de dúvidas sobre quem será o parceiro mais persuasivo da China.
- Moscovo afirma que a visita visa reforçar a parceria estratégica com a China, embora o contexto indique uma agenda geopolítica mais vasta.
- Putin chegará a Pequim na noite de terça-feira e reunirá‑se com Xi Jinping a 20 de maio; a comitiva inclui cinco vice‑primeiros‑ministros, oito ministros e o presidente do banco central russo.
- Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimento Direto, também acompanhará a viagem, sinalizando a importância económica crescente da China para a Rússia.
- Analistas apontam que Pequim pode manter o foco em Taiwan, enquanto as visitas de Trump e Putin refletem uma estratégia geopolítica mais ampla; os EUA chegaram a aprovar armas para Taiwan, mas o acordo depende da China.
No seguimento da visita do presidente dos EUA à China, Vladimir Putin dirige-se a Pequim para encontros com Xi Jinping. A Rússia pretende fortalecer a parceria estratégica com a China, num momento de maior coordenação entre as duas potências. A deslocação ocorre dias depois da visita de Trump.
A agenda mira reforçar laços económicos e diplomáticos, mantendo foco na Ucrânia e em questões regionais. O Kremlin afirma que não há ligação entre as visitas de Trump e Putin, acrescentando que a data foi definida antes do desfecho da visita americana.
Putin chega a Pequim na terça-feira à noite e reunirá-se com Xi Jinping a 20 de maio. A comitiva russa inclui cinco vice-primeiros-ministros, oito ministros e o presidente do banco central, sinalizando pesada participação económica.
Agenda Rússia-China
O assessor de Putin, Yuri Ushakov, recusou qualquer vínculo entre as visitas e explicou que a data foi marcada no início de fevereiro. A missão russa inclui também representantes empresariais e governadores regionais, além de Kirill Dmitriev do Fundo Russo de Investimento Direto.
A China surge como parceiro internacional central para Moscovo, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia. Analistas ocidentais veem Beijing como apoio económico e diplomático relevante para a Rússia.
Trump, por sua vez, esteve em cerimónias com diversos líderes empresariais chineses, mas a visita foi considerada pouco satisfatória em termos de resultados comerciais e de acordos sobre Ucrânia e Irão. A correspondência entre Pequim e Washington permanece tensa.
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