- Em causa está o ataque à central nuclear de Barakah: os drones que visaram a instalação teriam partido de território iraquiano, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos.
- Desde domingo, foram detetados seis drones que tentaram atacar áreas civis e vitais dos EAU; a investigação concluiu que todos tiveram origem no Iraque.
- Nenhum grupo reivindicou a autoria, não houve vítimas nem danos significativos à segurança da central.
- O governo iraquiano condenou fortemente os ataques e pediu cooperação regional para evitar escaladas e respeitar a soberania das nações vizinhas.
- A central de Barakah custa cerca de 20 mil milhões de dólares, entrou em funcionamento em 2020 e é a única central nuclear no mundo árabe.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que os drones que visaram a central nuclear de Barakah no domingo partiram de território iraquiano. A confirmação foi feita pelo Ministério da Defesa em comunicado, na terça-feira.
Segundo a investigação, foram detetados seis drones desde o ataque, com tentativas de atingir áreas civis e estratégicas do país. Todas as aeronaves teriam tido origem no Iraque, sem atribuição a grupos específicos.
Não houve vítimas nem danos graves à segurança da central, apenas um gerador elétrico fora do perímetro interno foi atingido. As autoridades dos EAU mantêm a vigilância reforçada na região.
Contexto regional
O Governo iraquiano condenou os ataques com drones contra os Emirados, sem comentar as conclusões dos Emirados. O executivo de Bagdad defende cooperação regional para evitar escaladas.
Historicamente, milícias xiitas apoiadas pelo Irão lançaram ataques aéreos contra estados vizinhos desde o início da guerra no Golfo. As tensões regionais têm aumentado de forma moderada nos últimos meses.
Sobre a central de Barakah
Barakah é a única central nuclear árabe, avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares. Entrou em funcionamento em 2020 e está integrada com tecnologia sul-coreana, visando atender parte da demanda energética dos Emirados.
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