- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “não restará nada do Irão” se não chegar rapidamente a acordo com os EUA, alertando para um reinício das hostilidades.
- Washington procura pôr fim à guerra na região, que já afetou o Estreito de Ormuz e elevou os preços globais da energia.
- O Irão exige um cessar-fogo duradouro no Líbano, enquanto as negociações sobre desnuclearização total continuam sem consenso entre as partes.
- No domingo, ocorreu um incêndio na central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, após ataques de drones; não houve feridos nem fuga radiológica.
- Os Emirados informaram ter detetado três drones perto da fronteira com a Arábia Saudita, um deles atingiu a central; o Irão é acusado de ataques com drones e mísseis.
Donald Trump afirmou que o Irão tem o tempo a esgotar-se para aceitar um acordo com os EUA que garanta o cessar-fogo permanente, sob risco de retomar hostilidades. A mensagem foi publicada na Truth Social.
Os comentários surgem num contexto de tensão crescente entre EUA e Irão, com ataques aéreos e drones na região desde 28 de fevereiro. Washington procura romper o impasse para encerrar a guerra na região e estabilizar os preços da energia.
O Irão exige um cessar-fogo duradouro no Líbano e manter parte da infraestrutura nuclear para uso civil. Os EUA apresentaram uma proposta com cinco pontos, incluindo limites ao que o Irão pode manter em funcionamento e a gestão do urânio enriquecido.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU), aliado dos EUA, foram alvo de ataques iranianos no fim de semana, num recrudescer de tensões no Golfo. A defesa dos EAU reportou três drones perto da fronteira ocidental com a Arábia Saudita.
Um dos drones atingiu a central nuclear de Barakah, no Abu Dhabi, causando um incêndio numa unidade. Os outros dois drones foram intercetados. Não houve feridos nem fuga radiológica, segundo as autoridades.
Desenvolvimento diplomático
A agência Fars descreveu a última resposta dos EUA como insuficiente face à agenda iraniana para as negociações na guerra regional. Registou-se também a intensificação de contatos diplomáticos entre os parceiros da região.
A central de Barakah, custeada em cerca de 20 mil milhões de dólares, é a única do mundo árabe e pode responder por cerca de um quarto das necessidades energéticas dos EAU. Foi posta a funcionar em 2020.
A AIEA indicou que o ataque provocou um incêndio num gerador elétrico, com o reator a ser mantido por geradores de emergência. As autoridades dos EAU asseguraram que a segurança da central não foi comprometida.
Anwar Gargash, conselheiro do presidente dos EAU, descreveu o ataque como uma escalada perigosa. A Arábia Saudita disse ter intercetado três drones que teriam entrado pelo ar vindo do território iraquiano.
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