- A Iniciativa Liberal quer esclarecer se o acordo de utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelas autoridades norte-americanas, está a ser cumprido, mas afasta a criação de uma comissão parlamentar de inquérito.
- A líder da IL, Mariana Leitão, afirmou aos jornalistas que o foco deve ser perceber o cumprimento do acordo, sem avançar para mais passos, especialmente uma comissão de inquérito neste momento.
- A IL critica as propostas do PCP e BE para abrir uma comissão de inquérito, dizendo que a iniciativa tem base ideológica e não apenas pedidos de esclarecimento.
- A polémica voltou a ganhar força após o elogio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, à atuação de Portugal ao permitir o uso da base no contexto do conflito com o Irão.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros reiterou que o pedido para utilização da Base das Lajes foi feito depois do ataque ao Irão e que Portugal autorizou mediante condições já tornadas públicas.
A presidente da Iniciativa Liberal (IL) afirmou hoje que existem ainda questões por esclarecer relativamente à utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos. Contudo, afastou, por enquanto, a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito.
Mariana Leitão explicou aos jornalistas, à margem de uma ação no Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa, que importa perceber se o acordo de utilização está a ser cumprido. A líder da IL disse que a avaliação deve ocorrer antes de qualquer outro passo institucional.
Questionada sobre as propostas de PCP e BE para avançar com o inquérito, a dirigente criticou as iniciativas. Considerou-as promovidas por uma motivação ideológica e não por objetivos de esclarecimento, destacando que o texto apresenta um enfoque anti-imperialista e anti-Estados Unidos.
Reações e contexto
Para a IL, o foco deve ser aferir se os termos do acordo estão a ser cumpridos, antes de discutir novos passos. A posição surge pouco depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter elogiado Portugal por aceitar o pedido de utilização da base no âmbito do conflito com o Irão, conforme entrevista à Fox News.
Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que o pedido foi feito após o ataque ao Irão e que a autorização portuguesa foi concedida mediante condições tornadas públicas e conhecidas. A Base das Lajes é utilizada pelos EUA no âmbito de um acordo de cooperação.
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