O Governo dos Emirados Árabes Unidos afirmou este sábado que todas as medidas tomadas na guerra contra o Irão tiveram um caráter defensivo. Não esclarece se houve ataques diretos à República Islâmica.
Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, os EAU defendem ter atuado para proteger a soberania, os civis e infraestruturas vitais, em linha com o direito de salvaguardar a segurança nacional.
O ministério não especifica ações concretas, mas insiste que os Emirados reservam todos os seus direitos para responder a ameaças ou atos hostis.
Contexto da escalada regional
As declarações surgem após a divulgação do Wall Street Journal, segundo o qual os Emirados conduzem ataques secretos contra o Irão, incluindo uma operação em abril numa refinaria na ilha de Lavan.
Caso se confirme, representaria a primeira intervenção direta de um país do Golfo no conflito com o Irão. O comunicado emitiu ainda críticas a alegadas tentativas de coação contra os Emirados.
O ministério reiterou que não abrirá mão dos seus princípios nem da sua soberania, defendendo a proteção dos interesses nacionais.
O Governo de Abu Dhabi enfatiza manter estreita coordenação com o Conselho de Cooperação do Golfo e com parceiros regionais e internacionais para a segurança na região.
Bloomberg avançou ainda que os Emirados teriam falhado em persuadir aliados do CCG a aderirem a uma campanha militar coordenada contra o Irão.
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