- O Irão autorizou a passagem de mais navios pelo estreito de Ormuz, com coordenação das forças navais dos Guardas da Revolução Islâmica.
- Mais de trinta navios foram autorizados a transitar pelo estreito nas últimas 24 horas, incluindo vários navios chineses, segundo a televisão estatal.
- O parlamento analisa propostas para reforçar o controlo sobre a passagem; Teerão já recebeu as primeiras receitas provenientes das taxas de passagem.
- Por esta rota transita habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos consumidos a nível mundial, mantendo o controlo do estreito no centro das negociações com os Estados Unidos.
- Os contactos diplomáticos não conseguiram manter o cessar-fogo vigente desde 8 de abril, com os Estados Unidos a manterem bloqueio aos portos iranianos.
A Teerão autorizou a passagem de mais navios pelo estreito de Ormuz, mantendo-o sob coordenação das forças navais do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica. A medida, anunciada pela televisão estatal, surge após um período de paralisia quase total do estreito desde o início do conflito no Médio Oriente.
Segundo a emissora, mais de 30 navios passaram a ter autorização de transitar nas últimas 24 horas. A agência Tasnim referiu a passagem de vários navios chineses, sem dados adicionais. O repórter em Bandar Abbas indicou que muitos navios podem agora atravessar o estreito com apoio das forças iranianas.
Contexto e implicações
O parlamento iraniano tem analisado propostas para reforçar o controlo da passagem no Golfo. O vice-presidente do parlamento, Hamidreza Hajibabaei, afirmou que o país já começou a arrecadar receitas com taxas de passagem. A rota é vital, por lá transitando cerca de 20% do petróleo mundial.
O debate sobre o controlo do estreito continua a dominar as negociações com os EUA para encerrar a guerra. Esforços diplomáticos não conseguiram assegurar um cessar-fogo estável desde 8 de abril. Em resposta, os EUA mantêm medidas de bloqueio sobre portos iranianos e responderam a ataques em fevereiro, quando as ações começaram entre EUA, Israel e Irão. O conflito provocou milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano.
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