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Primeira-ministra da Letónia demite-se após crise de drones ucranianos

A crise de drones ucranianos desviados pela Rússia leva à demissão da primeira-ministra da Letónia e à queda do governo

Evika Silina, a 16 de Dezembro de 2025
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  • Evika Silina, primeira-ministra da Letónia, demitiu-se a 14 de maio após o fim de apoio dos Progressistas, partido da coligação, devido à decisão de substituir o ministro da Defesa Andris Spruds.
  • A demissão ocorreu na sequência de um incidentes com drones ucranianos que, alegadamente desviados pela Rússia, caíram em território letão.
  • O Governo ficou sem maioria, após nove membros do Partido Progressista abandonarem a coligação, deixando o Parlamento com 41 de 100 lugares.
  • Silina afirmu que a segurança e o bem-estar do povo letão são prioridade e que não houve responsabilidade suficiente por parte do setor da Defesa, referindo falha na proteção do espaço aéreo.
  • O Presidente Edgars Rinkēvičs pretende nomear um novo chefe de Governo nos próximos meses e planeia uma reunião com os representantes dos partidos com assento parlamentar ainda nesta sexta-feira.

Evika Silina, primeira-ministra da Letónia pela Nova Unidade, apresentou a demissão na noite de quinta-feira, 14 de maio, após a crise provocada pelo incidente com drones. O desfecho ocorreu após o Partido Progressista retirar o apoio ao Governo, devido à decisão de Silina de afastar o ministro da Defesa.

Os drones, alegadamente Ukrainian, teriam sido desviados pela Rússia e entraram no território letão, provocando uma explosão numa instalação petrolífera em Rezekne e danos em quatro reservatórios. O incidente acelerou a crise política que já se arrastava. Silina justificou a demissão com base na incapacidade de manter a segurança e a responsabilidade do Governo.

A demissão de Andris Spruds, ministro da Defesa, no dia seguinte ao pedido de demissão de Silina, provocou a dissolução da maioria parlamentar. Duzentos e onze deputados permanecem, com nove membros do Progressistas a abandonar o partido e a coligação, reduzindo o Governo para 41 lugares.

Desenvolvimento

Silina indicou a necessidade de reforço da defesa e anunciou a possibilidade de nomear Raivis Melnis, coronel do Exército, para o cargo de defesa, posição que gerou resistência entre os Progressistas. A líder demissionária alegou falhas no reforço do sistema de alerta aéreo.

Entretanto, Andris Spruds afirmou ter agido para proteger o Exército letão de influências políticas e assegurou que não permitiria que a conjuntura afetasse as forças armadas. O Presidente Edgars Rinkēvičs deverá nomear um novo chefe do Governo nos próximos meses, com uma reunião entre os partidos marcada para hoje, sexta-feira.

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