Evika Silina, primeira-ministra da Letónia pela Nova Unidade, apresentou a demissão na noite de quinta-feira, 14 de maio, após a crise provocada pelo incidente com drones. O desfecho ocorreu após o Partido Progressista retirar o apoio ao Governo, devido à decisão de Silina de afastar o ministro da Defesa.
Os drones, alegadamente Ukrainian, teriam sido desviados pela Rússia e entraram no território letão, provocando uma explosão numa instalação petrolífera em Rezekne e danos em quatro reservatórios. O incidente acelerou a crise política que já se arrastava. Silina justificou a demissão com base na incapacidade de manter a segurança e a responsabilidade do Governo.
A demissão de Andris Spruds, ministro da Defesa, no dia seguinte ao pedido de demissão de Silina, provocou a dissolução da maioria parlamentar. Duzentos e onze deputados permanecem, com nove membros do Progressistas a abandonar o partido e a coligação, reduzindo o Governo para 41 lugares.
Desenvolvimento
Silina indicou a necessidade de reforço da defesa e anunciou a possibilidade de nomear Raivis Melnis, coronel do Exército, para o cargo de defesa, posição que gerou resistência entre os Progressistas. A líder demissionária alegou falhas no reforço do sistema de alerta aéreo.
Entretanto, Andris Spruds afirmou ter agido para proteger o Exército letão de influências políticas e assegurou que não permitiria que a conjuntura afetasse as forças armadas. O Presidente Edgars Rinkēvičs deverá nomear um novo chefe do Governo nos próximos meses, com uma reunião entre os partidos marcada para hoje, sexta-feira.
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