- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou ter ocorrido uma autorização de Portugal para usar a Base das Lajes antes de qualquer pedido, durante entrevista à Fox News em pleno acompanhamento da viagem do presidente Donald Trump à China.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros português desmentiu essa leitura, assegurando que Portugal só autorizou o uso da base após o ataque ao Irão e mediante condicionantes públicas.
- O Governo português já tinha apresentado três condicionantes para a utilização da Base das Lajes: apenas em resposta a um ataque, por necessidade e proporcionalidade, e para visar alvos de natureza militar.
- O MNE divulgou uma nota, afirmando que a declaração de Rubio não se aplica a Portugal e desconhece se se aplica a outros países referidos pelo secretário de Estado.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alegou que Portugal autorizou o uso da Base das Lajes antes de qualquer pergunta e sem consulta prévia. A afirmação foi feita numa entrevista à Fox News, durante a viagem à China. O objetivo era criticar o alinhamento de nações da NATO.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português emitiu um esclarecimento rápido. Diz que o pedido para utilizar a Base das Lajes foi feito apenas após o ataque ao Irão. A autorização foi concedida apenas mediante condições públicas definidas pelo Governo.
O Ministério recorda que o uso da base durante o confronto com o Irão depende de três condicionantes: resposta a um ataque, necessidade e proporcionalidade, e que o uso vise alvos de natureza militar. Foi também sublinhado que as condições foram tornadas públicas.
Esclarecimento do MNE sobre as declarações de Rubio
O MNE afirma que a declaração de Rubio não se aplica a Portugal, e não está certo se se aplica a outros países a que o secretário de Estado se referiu. Não são indicadas outras interpretações oficiais.
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