- A Marinha italiana enviou dois navios caça-minas para perto do Estreito de Ormuz, mas só intervirão se houver acordo de paz entre os EUA e o Irão.
- O envio é uma precaução: as unidades devem chegar ao Golfo apenas se se alcançar a paz, mantendo-se a uma distância de segurança.
- Os navios operam inicialmente no Mediterrâneo Oriental e depois no Mar Vermelho, no âmbito das missões Mediterraneo Sicuro e Aspides.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, afirmou que não se trata de uma nova missão militar no Golfo, apenas de partilhar o compromisso com a paz e o caminho para eventual envolvimento.
- Em abril, vários países defenderam uma missão neutra para Ormuz; Crosetto afirmou que 40 países pretendem contribuir, com 24 oferecendo meios para desminar a zona.
A Itália enviará dois navios caça-minas ao Estreito de Ormuz, mas apenas atuarão se for alcançado um acordo de paz entre EUA e Irão. A decisão foi anunciada pelo ministro da Defesa, Guido Crosetto, em sessão parlamentar em Roma. A mobilização é de precaução.
Crosetto explicou que os navios ficarão a uma distância de segurança e somente se aproximarão do Golfo quando houver paz. Enquanto não houver acordo, mantêm-se próximos do Mediterrâneo Oriental, em trânsito, para cumprir missões já em curso, como Mediterraneo Sicuro e Aspides.
O ministro sublinhou que a condição prévia é uma trégua real ou paz estável entre Irão e EUA, não apenas um cessar-fogo temporário. Donald Trump classificou recentemente esse cessar-fogo como frágil, segundo o governante italiano.
Contexto internacional
Antonio Tajani, ministro dos Negócios Estrangeiros, reforçou que não se trata de uma nova missão militar e que o país apenas quer partilhar o compromisso com a paz e o caminho para um envolvimento na coalizão internacional.
Em abril, vários países consideraram uma missão neutra para proteger o tráfego no Estreito de Ormuz. A ideia é acompanhar navios mercantes e, se possível, desminar a área, mediante consenso entre os países envolvidos.
Os EUA e o Irão mantêm contacto através de mediadores paquistaneses, apesar das divergências que impediram um segundo encontro em Islamabad, onde decorreu a primeira reunião presencial após o cessar-fogo de 8 de abril.
Entre na conversa da comunidade