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UE sanciona agentes russos por deportação forçada de crianças ucranianas

União Europeia impõe sanções a 16 russos e sete entidades pela deportação sistemática de crianças ucranianas, congelando bens e proibindo viagens

ARQUIVO: Crianças refugiadas ucranianas brincam enroladas na bandeira da Ucrânia, Bucareste, Roménia, 24 de agosto de 2022.
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  • A União Europeia sanctionou 16 responsáveis russos e sete entidades pela deportação sistemática e ilegal de crianças ucranianas, com congelamento de bens e proibição de viagem.
  • As sanções foram anunciadas pelo Conselho da UE após a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas e declaradas pela alta representante, a primeira-ministra da UE, Kaja Kallas.
  • As acusações incluem deportação, transferência forçada, assimilação forçada, doutrinação e adoção ilegal de menores para a Rússia ou territórios ocupados.
  • A Ucrânia estima ter mais de 20.500 crianças deportadas; a Universidade de Yale aponta cerca de 35.000, enquanto a Rússia admite números maiores.
  • A UE organizou a Coligação Internacional para o Regresso das Crianças Ucranianas, com o Canadá, para aumentar a pressão diplomática sobre a Rússia e apoiar a verificação de crianças raptadas.

A União Europeia sancionou 16 indivíduos e sete entidades russas pela deportação sistemática de crianças ucranianas. A medida foi anunciada pelo Conselho da UE após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas, onde as sanções foram aprovadas.

As medidas abrangem congelamento de bens e proibição de acesso a fundos da UE. As pessoas e entidades listadas ficam impedidas de viajar pelo território comunitário e de movimentar recursos na UE.

Segundo o Conselho da UE, as sanções visam punição por deportação, transferência forçada, assimilação forçada, doutrinação e adoção ilegal de menores ucranianos para a Rússia e territórios ocupados.

A UE destaca que estas acções violam o direito internacional e os direitos das crianças, tentando apagar a identidade ucraniana e afetar gerações futuras. Hongos de resposta incluem medidas restritivas adicionais.

Sete entidades estatais russas ligadas ao Ministério da Educação foram sancionadas, em coordenação com autoridades de ocupação em Moscovo. Organizam programas de doutrinação pró-russa e atividades militares.

Coligação internacional para o regresso das crianças ucranianas

A UE promoveu uma reunião internacional, com o Canadá, para intensificar a pressão sobre a Rússia e apoiar a verificação e localização das crianças raptadas. A comissária Marta Kos ressaltou a gravidade do crime.

A Ucrânia informou que mais de 20 mil menores foram deportados para a Rússia, com estimativas variando entre 20 a 35 mil, dependendo da fonte. Autoridades ucranianas pedem pressão adicional sobre os responsáveis.

Andrii Sybiha, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, descreveu as deportações como uma política deliberada, não danos colaterais, visando destruir a identidade ucraniana. A prioridade é o regresso incondicional das crianças.

A UE nota ainda dificuldades técnicas para responsabilizar juridicamente todos os envolvidos, incluindo quem facilitou adoções na Rússia. Relatórios indicam que muitos menores tiveram documentos alterados para dificultar a identificação.

A Euronews já informou a possível existência de um catálogo online de crianças ucranianas para adoção coerciva, criado pelas autoridades de ocupação em regiões sob controle russo.

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