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Irão afirma ter feito oferta razoável e generosa

Teerã diz que a proposta de paz é razoável e generosa; os EUA rejeitam-na como inaceitável, prolongando a tensão e as negociações

Regime de Teerão exige soberania total sobre o estreito de Ormuz
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O Irão defendeu a sua mais recente proposta de paz, considerada por Teerão razoável e generosa. A contraproposta foi entregue aos EUA no domingo através de mediadores paquistaneses. Teerã afirma que as exigências visam a estabilidade regional e mundial, não apenas os seus interesses.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, sustentou que as condições são justas e que o Irão não exige concessões, apenas direitos legítimos. A proposta pede o fim da guerra, a cessação de ações militares no estreito de Ormuz e o reconhecimento da soberania iraniana sobre aquela rota.

A contraproposta inclui ainda a libertação de fundos iranianos congelados no estrangeiro, o pagamento de compensações por danos causados pela guerra e o fim da “pirataria marítima” dos EUA. Paris e Moscovo não integram as negociações; Baghaei indicou a possibilidade de deixar parte do stock de urânio enriquecido sob custódia de um terceiro país.

Reação norte-americana

Donald Trump rejeitou de imediato a proposta, classificando-a como completamente inaceitável. O Presidente dos EUA não detalhou os passos seguintes, mantendo a influência da diplomacia até à sua visita à China, prevista para a quinta e sexta-feira.

A visita ao território chinês é vista como oportunidade para pressionar Pequim a facilitar progressos nas negociações com Teerão. O objetivo, segundo fontes próximas, é evitar uma escalada na região e desbloquear um acordo que contenha as exigências dos EUA.

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