- o Irão afirmou que a sua proposta de paz é “razoável e generosa”, após ter sido rejeitada por Donald Trump no domingo.
- a contraproposta iraniana pede o fim da guerra, o fim da “pirataria marítima” dos EUA, o reconhecimento da soberania iraniana no estreito de Ormuz, compensação por danos e a libertação de fundos iranianos congelados no estrangeiro.
- Teerão propôs deixar para mais tarde as negociações sobre o programa nuclear, mas mostrou abertura para diluir parte do urânio enriquecido e colocar o restante sob custódia de um terceiro país, possivelmente a Rússia.
- o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que as “exigências são razoáveis” e acusou os EUA de exigir condições pouco razoáveis.
- Trump não adiantou próximos passos e deverá enfrentar a china numa visita marcada para quinta e sexta-feira, tentando que Xi Jinping pressione Teerão a ceder.
O Irão defendeu a sua mais recente proposta de paz, considerada por Teerão razoável e generosa. A contraproposta foi entregue aos EUA no domingo através de mediadores paquistaneses. Teerã afirma que as exigências visam a estabilidade regional e mundial, não apenas os seus interesses.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, sustentou que as condições são justas e que o Irão não exige concessões, apenas direitos legítimos. A proposta pede o fim da guerra, a cessação de ações militares no estreito de Ormuz e o reconhecimento da soberania iraniana sobre aquela rota.
A contraproposta inclui ainda a libertação de fundos iranianos congelados no estrangeiro, o pagamento de compensações por danos causados pela guerra e o fim da “pirataria marítima” dos EUA. Paris e Moscovo não integram as negociações; Baghaei indicou a possibilidade de deixar parte do stock de urânio enriquecido sob custódia de um terceiro país.
Reação norte-americana
Donald Trump rejeitou de imediato a proposta, classificando-a como completamente inaceitável. O Presidente dos EUA não detalhou os passos seguintes, mantendo a influência da diplomacia até à sua visita à China, prevista para a quinta e sexta-feira.
A visita ao território chinês é vista como oportunidade para pressionar Pequim a facilitar progressos nas negociações com Teerão. O objetivo, segundo fontes próximas, é evitar uma escalada na região e desbloquear um acordo que contenha as exigências dos EUA.
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