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Cessar-fogo com o Irão fica em suspenso, negociações estagnadas

Diplomacia estagnada mantém o cessar-fogo em risco de colapso, com o Médio Oriente à beira de guerra aberta e a crise energética global a agravar-se

Motas passam por um cartaz que mostra o falecido líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, no centro de Teerão, Irão, quarta-feira, 6 de maio de 2026.
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  • O presidente Donald Trump disse que o cessar-fogo com o Irão está “em suporte de vida maciço” após rejeitar a contraproposta iraniana a uma proposta dos EUA para encerrar a guerra.
  • Trump classificou a resposta do Irão como “totalmente inaceitável” e afirmou que os EUA irão assistir a uma “vitória completa” sobre o Irã, sinalizando que a trégua está a caminhar para o fim.
  • O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as forças armadas estão prontas para “dar uma lição a qualquer agressão” e defendeu aceitar os pontos da proposta de quarenta pontos do Irão.
  • Os dois lados mantêm posições distantes: o Irão pretende um acordo mais limitado que reabra o Estreito de Ormuz e levante sanções; os EUA exigem retrocesso nuclear significativo.
  • O confronto no Libano persiste, com ataques israelitas na região sul a deixarem mortos e feridos; a ONU alerta para uma potencial crise humanitária e risco de fome para milhões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irão está praticamente mantido apenas como suporte de vida, após rejeitar a contraproposta iraniana a uma proposta norte-americana para encerrar o conflito. A afirmação surge numa altura de negociações estagnadas e de intercâmbios de tiros na região.

Trump classificou a resposta de Teerão como inaceitável e indicou que os EUA buscam uma vitória total sobre o Irão, destacando que a trégua no Golfo, que durou mais de um mês, estaria a chegar ao fim. O presidente americano disse ter lido apenas parte da proposta iraniana.

Diplomacia e posições de ambas as partes

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças armadas iranianas estão prontas para responder a qualquer agressão, acrescentando que não há alternativa senão aceitar os pontos da proposta de 14 pontos apresentada pelo Irão. As autoridades iranianas defendem o levantamento de sanções e o reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou que o conflito não termina sem a destruição de instalações nucleares iranianas. O Irão exige o reconhecimento da soberania sobre o Estreito de Ormuz, com passagem de navios restrita e cobrança de portagens.

A crise energética mundial persiste, com a atual escassez de fertilizantes ligada aos portos do Golfo. A ONU alerta para o risco de uma crise humanitária e avisa que dezenas de milhões podem ficar sem alimento se a situação se agravar.

Contexto regional e consequências

O Irão defende o fim das sanções, o descongelamento de ativos e o fim da guerra entre Israel e o Hezbollah, enquanto o Hezbollah tem estado ativo no sul do Líbano. Os ataques entre Israel e o Hezbollah continuam, mesmo com o cessar-fogo nominal acordado recentemente.

Segundo a agência de notícias nacional do Líbano, houve ataques perto de cidades no sul do país que resultaram em mortos e feridos, e as forças de defesa israelitas ordenaram a evacuação de Sohmor, no vale de Bekaa. As trocas de fogo mantêm-se num cenário de alta tensão.

O mundo acompanha as negociações, avaliando se algum acordo respeita o direito internacional e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, que permanece fechado aos regimes de contramão. Especialistas apontam que propostas de abertura total violam regras internacionais.

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