Semion Gluzman (1946-2026), médico psiquiatra ucraniano, destacou-se ao denunciar pela primeira vez a prática soviética de calar dissidentes internando-os em hospitais ou asilos. O caso revelou-se como uma denúncia histórica de violações de direitos humanos.
Entre os amigos,Gluzman era conhecido pelo apelido Slava. A sua atuação abriu espaço para debates sobre o uso da psiquiatria como instrumento de repressão política, tornando-se referência para organizações de defesa dos direitos humanos.
No final dos anos 1980, com o desmembramento da União Soviética cada vez mais próximo, o activista Robert Van Doren viajou a Moscovo numa das suas missões habituais. O objetivo era transportar mensagens e informações entre dissidentes do regime.
A reportagem destaca ainda a influência do trabalho de Gluzman no debate público sobre ética médica e liberdade individual, bem como a pressão internacional para reformas institucionais na era de transição soviética.
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