O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste fim de semana que vai analisar uma nova proposta de paz apresentada pelo Irão, mas lançou dúvidas sobre um possível acordo, admitindo a possibilidade de reabrir o confronto no Médio Oriente. A declaração surge após Teerão enviar uma proposta de 14 pontos, apresentada através do Paquistão.
O documento iraniano repete exigências já recusadas por Washington, incluindo a retirada militar norte-americana do Golfo, o levantamento de sanções e o desbloqueio de ativos iranianos no exterior, bem como o pagamento de compensações de guerra. O Irão também pede o fim do bloqueio ao estreito de Ormuz e a inclusão do Líbano num possível acordo.
O cessar-fogo vigente desde 8 de abril entre EUA e Israel continua, apesar da tensão na região, com o estreito de Ormuz ainda bloqueado e impactos na economia global. Ambos os lados indicam estar abertos a retomar ações se necessário.
Proposta iraniana e reação internacional
Segundo agências iranianas, o documento de 14 pontos reapela exigências sobre desmilitarização da região e suspensão de sanções, mantendo a pressão para desbloquear ativos e obter compensações. O Palácio de Teerão reforça o foco na diplomacia, mas confirma estar pronto para diferentes cenários.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, afirmou que os EUA escolhem entre diplomacia ou confronto, e que o Irão está preparado para ambos os caminhos, sem adiantar etapas futuras.
Contexto regional e impactos
Trump, em declarações na Flórida, vincula a decisão sobre o regresso a ações ao comportamento do regime iraniano, incluindo possíveis retaliações caso haja incumprimento de acordos. O cenário mantém-se volátil, com olhos postos na evolução das negociações diplomáticas.
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