- A União Europeia promete lutar “com unhas e dentes” pela sua indústria, apesar das ameaças vindas de Pequim, visando proteger o emprego e a indústria europeia.
- Os serviços da Comissão Europeia estudam ferramentas para combater rivais chineses, incluindo o Instrumento Anti-Coerção, mas os Estados-membros permanecem divididos sobre a aplicação.
- A China critica a iniciativa europeia para impulsionar a indústria local e avisa que pode responder com contra-medidas.
- Produtores europeus de químicos pretendem abrir investigação à empresa chinesa LB, que pretende adquirir fábrica no Reino Unido para exportar para a UE.
- A China domina grande parte da cadeia de fornecimento mundial de terras raras, enquanto a Europa permanece estagnada, aumentando a preocupação com a dependência crítica.
A União Europeia comprometeu-se a defender a sua indústria, mesmo diante de pressões chinesas. O Comissário Europeu do Comércio, Maroš Šefčovič, afirmou que o esforço visa proteger empregos e o tecido produtivo europeu, sem recuar face a Pequim. A posição foi comunicada numa altura de tensões comerciais entre as duas partes.
Os serviços da Comissão Europeia estudam ferramentas para combater rivais chineses, incluindo o Instrumento Anti-Coação, ainda em fase de avaliação. A proposta surge num contexto de divergências entre os Estados-membros sobre o caminho a seguir para conter o défice comercial com a China.
Medidas setoriais e reacções internacionais
Fontes indicam que produtores químicos da UE querem abrir umainvestigação sobre o grupo chinês LB, ao interesse de adquirir uma fábrica no Reino Unido para exportar para a UE. A avaliação decorre por receios de contornar direitos antidumping.
Relações UE-China e matérias-primas
A UE enfrenta dificuldades em assegurar fornecimentos de terras raras, com a China a dominar grande parte da cadeia de abastecimento. A Europa tem mantido uma postura de cautela e procura diversificar fornecedores e acelerar investimentos em produção local.
Política de veículos elétricos e subsídios
A UE publicou orientações para permitir propostas de preços mínimos por parte de fabricantes chineses de veículos elétricos. A medida visa ajustar tarifas e enfrentar subsídios de Pequim, mantendo o equilíbrio competitivo no mercado europeu.
Cooperação e ambições estratégicas
O tema envolve ainda a relação entre UE, China e países terceiros, com Portugal e Espanha a manterem contactos de alto nível. O objetivo é evitar extravios geopolíticos e reforçar a resiliência industrial europeia.
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