- Portugal convocou o embaixador de Israel para prestar esclarecimentos sobre as detenções de ativistas portugueses a bordo da flotilha humanitária Global Sumud, com destino a Gaza.
- Pelo menos três cidadãos portugueses seguiam na embarcação quando a flotilha foi intercetada pela Marinha israelita, com alguns barcos apreendidos e tripulações possivelmente transferidas para o porto de Ashdod.
- O Ministério dos Negócios Estrangeiros assegura proteção consular ativa nas duas capitais — Telavive e Atenas — e pediu que, se houver outros portugueses envolvidos, os afetados ou as respetivas famílias contactem o Gabinete de Emergência Consular.
- Paulo Rangel, em declarações à Lusa, afirmou que a intervenção ocorreu em águas internacionais e que o embaixador de Israel foi chamado para explicar a operação.
- O Governo português indica que as autoridades consulares estão a atuar e que, segundo acordos, os cidadãos detidos devem receber apoio consular, sem confirmação de números adicionais de envolvidos.
O Governo de Portugal confirmou que, pelo menos, três cidadãos nacionais integram a flotilha humanitária Global Sumud, com destino à Faixa de Gaza. A operação ocorreu em águas internacionais, onde a flotilha foi intercetada pela Marinha israelita. As autoridades portuguesas convocaram o embaixador de Israel para prestar esclarecimentos.
Paulo Rangel, em participação no Fórum Portugal Nação Global, explicou que o embaixador foi chamado para ouvir explicações sobre as detenções e para assegurar apoio consular aos ativistas. O líder político salientou que a proteção consular está acionada, já tinha sido ativada preventivamente e mantém-se ativa em Telavive e Atenas, onde pode haver efeitos úteis aos cidadãos portugueses.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a presença de ativistas portugueses na embarcação e informou que não houve contacto formal anterior do grupo com o Estado português. As autoridades consulares estão a acompanhar os desenvolvimentos, com diligências para assegurar apoio aos detidos ou a outros possíveis casos.
Desenvolvimento diplomático e situacional
A Marinha israelita apreendeu alguns barcos da flotilha e indicou que os tripulantes detidos seriam transferidos para o porto de Ashdod, em Israel. Em comunicação pública, as autoridades israelitas indicaram que os civis detidos desembarcarão na costa grega nas próximas horas, em acordo com o governo grego. O primeiro-ministro israelita associou a operação a uma verificação de segurança e elogiou a atuação da Marinha.
A comunicação do Governo português reiterou a necessidade de sondagens adicionais e pediu aos familiares ou aos cidadãos que integrem a flotilha que informem o Gabinete de Emergência Consular, para facilitar o apoio necessário. Em paralelo, circulam vídeos de ativistas portugueses gravados antes da integração na flotilha, com divulgação associada aos eventos.
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