- Três portugueses — Nuno Gomes, Joana Rocha e Diogo Chaves — foram detidos pela Marinha israelita durante a interceção da Flotilha humanitária Global Sumud, a caminho de Gaza, na madrugada de quinta-feira.
- A operação ocorreu ao largo da costa da Grécia; a marinha apreendeu alguns barcos e outros portugueses a bordo não foram detidos até ao momento, com destino e estado de saúde ainda desconhecidos.
- A organização da Flotilha descreve a ação como violação do Direito Internacional, pedindo condenação pública por Portugal e pela União Europeia e a abertura de uma investigação internacional.
- Diogo Chaves já tinha sido detido numa interceção anterior da Flotilha, em outubro de 2025; desta vez seguia junto da delegação holandesa.
- O governo português convocou o embaixador de Israel para prestar explicações; as autoridades consulares portuguesas estão preparadas para acolher os ativistas em Grécia ou em Israel.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal informou que o governo convocou o embaixador de Israel para prestar explicações sobre a detenção de três cidadãos portugueses pela marinha israelita, durante a interceção de uma flotilha humanitária rumo a Gaza. A ação ocorreu na madrugada desta quinta-feira, em águas internacionais, perto da Grécia, e envolveu vários barcos da missão Global Sumud.
Nuno Gomes, Joana Rocha e Diogo Chaves estão entre os participantes detidos. Os portadores da nacionalidade portuguesa seguiam em navios diferentes, sem informações atualizadas sobre destino, estado de saúde ou paragens, segundo a organização da flotilha. Além dos três, havia outros portugueses a bordo, ainda não detidos.
Diogo Chaves já tinha estado detido numa interceção anterior da mesma flotilha, em outubro de 2025, junto à ex-líder do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua. Nesta operação, o ativista seguia com a delegação holandesa, segundo informações da mobilização.
Detenção e respostas oficiais
A organização da Flotilha afirmou que a intervenção violou o direito internacional, especialmente a liberdade de navegação e a proteção de missões humanitárias, e pediu condenação pública por parte de Portugal e da União Europeia, bem como uma investigação internacional. As comunicações dos barcos teriam sido bloqueadas durante a interceção.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel indicou que cerca de 175 ativistas de mais de 20 barcos seriam transferidos para a Grécia, em coordenação com as autoridades gregas, embora a situação ainda esteja em avaliação por parte das famílias e dos organizadores.
Reações internacionais
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros classificou as detenções como um ato de pirataria. Espanha convocou o embaixador israelita em Madrid para condenar a interceção e pediu respeito pelo direito internacional. Itália e Alemanha acompanharam o sucedido com grande preocupação.
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