- A CPC Corporation, petrolífera estatal de Taiwan, aumentou para cerca de sessenta por cento o peso do petróleo bruto comprado aos Estados Unidos.
- A mudança ocorre em contexto do impacto do conflito com o Irão no fornecimento global, com previsão de quatro petroleiros em abril e entre quatro e cinco em maio.
- A CPC Corporation e a Formosa Petrochemical ajustaram as rotas: operam apenas com um petroleiro no Golfo Pérsico, enquanto o crude restante é transportado pelo Mar Vermelho e outras vias.
- As reservas estratégicas de petróleo de Taiwan mantêm-se em torno de 140 dias.
- Em dois mil e vinte e cinco, cerca de setenta por cento do petróleo importado por Taiwan vem do Médio Oriente, sendo os principais fornecedores a Arábia Saudita (28,9%), o Kuwait (13,6%) e os Emirados Árabes Unidos (11,9%).
A CPC Corporation, petrolífera estatal de Taiwan, anunciou que a parte de crude adquirida aos Estados Unidos subiu para cerca de 60% do total das suas compras. A informação foi partilhada pelo ministro dos Assuntos Económicos de Taiwan durante uma audição parlamentar realizada nesta quarta-feira.
Kung Ming-hsin explicou que as operações de aquisição e transporte de crude permanecem estáveis, com a chegada prevista de quatro petroleiros em abril e entre quatro e cinco em maio. A Chinese taiwanese agency Central News Agency citou as declarações oficiais.
As empresas ajustaram as rotas de transporte para reduzir riscos. Cada uma mantém apenas um petroleiro a operar no Golfo Pérsico, com o restante do crude a seguir pelo Mar Vermelho e por outros canais de exportação.
Rotas e logística
Neste contexto, a participação de crude proveniente dos EUA nas compras da CPC aumentou para perto de 60%. As reservas estratégicas de Taiwan mantêm-se em cerca de 140 dias, segundo o ministro.
Apoiada por dados oficiais, a maior parte do petróleo importado pelo país em 2025 deriva do Médio Oriente. A Arábia Saudita lidera como fornecedor, seguida pelo Kuwait e pelos Emirados Árabes Unidos.
Dependência energética e riscos
A dependência de Taiwan do Médio Oriente intensifica a exposição a potenciais interrupções no abastecimento, decorrentes do conflito regional ou de eventual bloqueio marítimo. Pequim mantém a posição de considerar Taiwan parte de território chinês.
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