O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou na segunda-feira que o bloqueio aos portos iranianos não seria levantado até que Teerão chegasse a um acordo de paz. A medida acompanha a escalada de tensões no Estreito de Ormuz.
Trump afirmou, através das redes sociais, que o bloqueo permanece ativo até haver um acordo, argumentando que o país vizinho está a destruir o Irão e que a paralisação já implica perdas significativas de receita. O relato cita perdas de centenas de milhões de dólares diários.
O Estreito de Ormuz ficou novamente paralisado, com Teerão e Washington a manterem bloqueios separados. O movimento ocorre após o Irão ter impedido uma delegação de participar numa ronda de negociações em Islamabad.
Conflito e reação
O anúncio coincide com a apreensão de um cargueiro iraniano pela marinha dos EUA, alegando que o navio tentava contornar o bloqueio naval perto do estreito. O incidente gerou críticas de Teerão sobre a violação de uma trégua vigente.
O navio Touska foi interceptado pelo contratorpedeiro norte-americano, que relatou advertir repetidamente o cargueiro ao longo de várias horas antes de o deter. O Comando Central dos EUA não confirmou feridos até ao momento.
Desdobramentos e impacto econômico
Fontes oficiais indicam que os tripulantes iranianos estão sob a fiscalização das autoridades norte-americanas. A apreensão ocorreu poucos dias antes de uma possível ronda de negociações de paz, que agora pode ver-se comprometida.
A decisão dos EUA intensifica a incerteza sobre o futuro da trégua e da disputa regional. Analistas apontam que o agravamento do conflito pode manter a volatilidade do petróleo em níveis elevados no curto prazo.
Contexto regional
A tensão atual segue a escalada iniciada com o encerramento da via navegável pelo Irão e o início de uma ofensiva militar entre aliados dos EUA e Israel contra o Irão. O petróleo Brent abriu a 95 dólares por barril, refletindo o impacto do incidentes no mercado global.
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