- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, pediu o fim total das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, durante uma peregrinação nacional.
- A mobilização, com três rotas, iniciou-se em Zulia, Tachira e Amazonas e prolonga-se até 1 de maio, data prevista para anunciar um aumento “responsável” do salário mínimo.
- O salário mínimo está congelado em 130 bolívares mensais desde março de 2022, o que equivale a cerca de 27 centavos de dólar no câmbio atual.
- Rodríguez afirmou que o país não pede esmola, mas reivindica direitos para se desenvolver sem intervenção, restrições ou limitações.
- As sanções, mantidas pelos EUA, União Europeia, Canadá, Suíça e Reino Unido, afetam a principal fonte de divisas venezuelana, o petróleo, e isolam o país do sistema financeiro internacional.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, lançou neste domingo um apelo aos EUA e à UE para o fim total das sanções. A iniciativa faz parte de uma peregrinação nacional que se prolonga até 1 de maio, destinada a exigir o levantamento das restrições.
Rodríguez assumiu o cargo após a detenção de Nicolás Maduro em Caracas, pelos EUA, em janeiro. Ela afirmou que o país não está a pedir esmola, mas a reivindicar direitos fundamentais para o desenvolvimento sem intervenção externa.
A peregrinação percorre três rotas, começando pelo estado de Zulia, na fronteira com a Colômbia. A líder venezuelana atravessou a Ponte do Lago Maracaibo, no noroeste, para reforçar o pedido de desbloqueio econômico.
Conjuntamente, a mobilização ocorreu no estado de Táchira, na fronteira oeste, com a presença do ministro do Interior, Diosdado Cabello. Também houve atuação na região do Amazonas, no sul, com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Os EUA, a União Europeia, o Canadá, a Suíça e o Reino Unido têm mantido sanções contra o aparelho estatal e altos funcionários chavistas nos últimos anos. As medidas visam limitar a exportação de petróleo e o acesso ao sistema financeiro internacional.
Apesar de algum alívio, as restrições persistem, mantendo ativos e fundos do Estado venezuelano congelados no estrangeiro. As sanções continuam a afetar o investimento, o comércio e o pagamento de dívidas públicas.
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