O bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos entrou em vigor na segunda-feira, impedindo a entrada e saída de navios no Estreito de Ormuz. A medida foi anunciada pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante uma conferência no Pentágono.
O governo dos EUA avisou que quaisquer navios de ataque que tentem romper o bloqueio serão neutralizados. A comunicação pública reforça que a operação visa manter o bloqueio por tempo indeterminado.
Hegseth indicou que a Marinha dos EUA utiliza menos de 10% do seu poder naval para impor a medida, defendendo a superioridade da frota americana perante a capacidade iraniana, segundo a avaliação das autoridades.
O general Dan Caine, comandante militar dos EUA, confirmou que o bloqueio se aplica a todos os navios, independentemente da bandeira, que entrem ou saiam dos portos iranianos.
As afirmações oficiais sugerem que as forças iranianas teriam ficado com uma parcela substancial da frota operacional, enquanto Washington mantém o foco na aplicação do bloqueio. Não foram detalhadas consequências específicas para navios mercantes.
O choque económico já se faz sentir, com o preço da energia a subir globalmente. Fatih Birol, chefe da Agência Internacional de Energia, avisou que a Europa pode ter apenas algumas semanas de combustível para aviões se o bloqueio permanecer.
Birol acrescentou que a situação pode provocar aumentos nos preços da gasolina, do gás e da eletricidade, com impactos potenciais no crescimento económico e na inflação mundial à medida que o bloqueio se prolonga.
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