O Irão avisou que pode fechar o tráfego no Golfo Pérsico, no mar de Omã e no Mar Vermelho, caso os EUA mantenham o bloqueio aos portos iranianos iniciado esta segunda-feira. A informação foi veiculada pela agência IRNA.
Segundo o chefe do comando das Forças Armadas, o major-general Ali Abdollahi, a medida não é dirigida a países específicos, mas visa responder ao que classificou de agressão dos EUA. Abdollahi diz que a ação aumenta insegurança para navios comerciais e petroleiros.
O bloqueio aos portos iranianos começou na segunda-feira. O Centcom disse que desde então nenhuma embarcação saiu ou entrou nos portos visados, e que nove navios obedeceram às ordens, regressando a portos ou zonas próximas.
Negociações em curso
A IRNA reporta que o cessar-fogo entre EUA e Irão, vigente até 22 de abril, tem sido a base para uma nova ronda de negociações. Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, indicou que as negociações continuam através de um intermediário paquistanês.
O jornal Al-Jazeera aponta que Asim Munir, chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, chegou ao Irão para uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi, levando uma mensagem de Washington. Em paralelo, o presidente iraniano afirmou procurar diálogo, não guerra.
Nos EUA, sinais contraditórios surgem. Donald Trump sugeriu ao NY Post que as negociações podiam retomar em Islamabad nos próximos dois dias, mantendo tom firme em relação ao Irão. Em entrevista à Fox Business, Trump escreveu que os EUA podem destruir infraestruturas energéticas do Irão rapidamente.
Segundo o Washington Post, o Pentágono planeia enviar milhares de militares para o Médio Oriente nos próximos dias, incluindo 6 mil a bordo de um porta-aviões e 4.200 a bordo do navio de assalto Boxer, numa possível escalada regional.
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