- O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy revelou que peritos de Kiev no Médio Oriente interceptaram drones iranianos Shahed em vários países, usando intercetores produzidos na Ucrânia.
- Zelenskyy disse que as operações não foram apenas de treino, mas parte de um apoio para fortalecer sistemas de defesa aérea dos parceiros, com resultados positivos.
- Kiev assinou acordos de dez anos com Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos e Qatar, para que empresas ucranianas trabalhem com as forças armadas desses países.
- As conversas estão também em curso com Omã, Kuwait e Bahrein, com intercetores e acordos financeiros a serem discutidos para a segurança energética da Ucrânia.
- Em retorno, a Ucrânia espera receber intercetores, fornecimentos de petróleo e gasóleo, ou petróleo bruto processado na Europa, visando reforçar a estabilidade energética do país.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy revelou que peritos militares de Kiev no Médio Oriente já intercetaram drones iranianos Shahed que visavam países do Golfo. Os interceptores são produzidos pela Ucrânia.
Zelenskyy afirmou que as equipes ucranianas atuam em várias nações do Golfo como parte de um esforço para apoiar parceiros no combate às mesmas armas usadas pela Rússia na Ucrânia. O briefing foi feito a jornalistas, com conteúdo embargado até hoje.
As forças ucranianas participaram em operações ativas com drones interceptores e guerra eletrónica, disse o presidente. A estratégia surge após acordos de cooperação com países do Golfo, segundo a comissão de Kiev.
Acordos com os países do Golfo
Kiev assinou acordos de dez anos com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, envolvendo colaboração entre empresas ucranianas e as forças armadas anfitriãs para proteger instalações específicas.
Zelenskyy indicou que negociações estão em curso com Omã, Kuwait e Bahrein, em áreas que incluem volumes, serviços e tipos de armamento. A Ucrânia pretende ampliar a cooperação.
Em troca do apoio, Kiev aponta para benefícios como intercetores para proteger infraestruturas energéticas, acordos financeiros e fornecimento de petróleo e gasóleo. O objetivo é reforçar a estabilidade energética ucraniana.
O presidente destacou que os acordos visam reforçar a resiliência de Ucrânia, com a participação de especialistas ucranianos em operações no Golfo, incluindo consultorias sobre funcionamento do Estreito de Ormuz.
A cooperação com os parceiros do Golfo é apresentada pela Presidência como um contributo mútuo para defesa, energia e segurança regional, mantendo o foco em operações reais e tecnologias de interceptação.
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