A Turquia afirma que a NATO não tem obrigação de reabrir o Estreito de Ormuz. O ministro do Comércio, Ömer Bolat, disse à Euronews Europe Today que a aliança não é compelida a intervir na questão entre os EUA, Israel e o Irão.
Presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu aos aliados da NATO uma solução rápida para repor a passagem oceânica no estreito. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, encontra-se em Washington para reuniões com o Presidente, o secretário de Estado Marco Rubio e o ministro da Defesa Pete Hegseth.
Paralelamente, apenas um número limitado de navios tem conseguido atravessar o estreito, mesmo após um cessar-fogo provisório negociado na terça-feira. Uma coligação de cerca de 40 países trabalha numa estratégia de segurança da via após o fim dos confrontos.
Posição da NATO e declarações
Bolat reiterou que a presença da NATO funciona principalmente como dissuasão para manter a paz, destacando o caráter defensivo da aliança. Questionado sobre o direito dos aliados lembrarem o foco defensivo, o ministro turco respondeu afirmativamente.
Os membros da NATO já rejeitaram pedidos iniciais dos EUA para apoiar a campanha no Irão, referindo que não foram consultados previamente. Mantêm o mandato de defesa da aliança e recusam a ideia de intervenção ao lado de Washington.
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