A Europa continua a registar um menor impacto global do terrorismo, mas os jovens emergem como principal alvo das redes extremistas. O Índice Global do Terrorismo 2026, do Institute for Economics and Peace, alerta para uma radicalização cada vez mais rápida.
A investigação aponta que a propaganda online de curta duração, aliada ao uso de algoritmos e à exploração de vulnerabilidades de desenvolvimento, está a acelerar o recrutamento de jovens entre 15 e 25 anos. Crianças a partir dos oito também têm sido alvo de doutrinação.
Os dados de 2025 mostram que jovens e menores representaram 42% de todas as investigações terroristas na Europa e na América do Norte, um aumento de três vezes face a 2021. Em 2024, adolescentes estiveram envolvidos em quase dois terços das detenções relacionadas com o Estado Islâmico na Europa.
Desenvolvimento e casos carregados de contexto
O serviço belga VSSE indicou que um terço das investigações terroristas entre 2022 e 2024 dizia respeito a menores. A polarização política, o aumento da violência antissemita e a velocidade da radicalização online mantêm o cenário como uma ameaça relevante.
Na Europa Ocidental e Central, 2025 registou 14 mortes associadas a terrorismo e 51 incidentes, números mais baixos que 2024 (25 mortes e 81 incidentes). Alemanha, França e Grécia foram os países mais afetados no conjunto da UE.
A Alemanha sofreu o maior peso, com seis mortes em cinco ataques. O ataque em Munique, fevereiro de 2025, envolveu um carro que atropelou manifestantes, deixando duas pessoas mortas e pelo menos 39 feridos.
No total, a Alemanha registou 221 ataques e 53 mortes desde 2011. Em França, 2025 foi marcado por 12 ataques, com quatro mortos e 18 feridos, sendo o maior nível de ataques desde 2020.
Perspectivas regionais e mudanças de cenário
A França ocupa uma posição de menor impacto relativo na região, seguida por Grécia, que também tem registado números baixos. Em contrapartida, a Áustria foi o país da UE onde o impacto do terrorismo aumentou mais em 2025.
Seis países da UE foram classificados como não afetados pelo terrorismo, com a Roménia, a Hungria e a Estónia entre os que apresentam o nível mais baixo. A Chéquia registou a maior melhoria no índice, mantendo-se praticamente livre de ataques desde 2011, com exceção de tiroteio de 2023.
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