Do momento em que os EUA e Israel lançaram uma campanha militar contra o Irão, Abdulla Mohtadi, líder exilado do Partido Komala, afirmou à Euronews que ninguém no regime iraniano é fiável. A denúncia ocorre num contexto de negociações entre Washington e Teerão que não foi identificado quem conduz.
Mohtadi descreveu a liderança da República Islâmica como carrascos do povo e criminosos, e reiterou o apoio do seu partido a um sistema democrático e laico que respeite direitos das minorias, incluindo curdos. O texto faz referência a cerca de 10 % da população iraniana ser curda.
Contexto regional e histórico
Os curdos vivem principalmente no oeste e noroeste do Irão, com muitos exilados no Curdistão iraquiano. O líder sublinhou que nunca aceitaram o regime desde 1979 e que a luta se mantém pela democracia, reconhecendo também minorias como baluchis, azerbaijanos, árabes e persas.
Campanha em curso e posição do movimento
Mohtadi apoiou esforços para enfraquecer o regime iraniano, desde que não se afete a infraestrutura civil. Disse que, se a pressão militar destruir forças de segurança sem devastar civis, poderá, “em determinado momento”, ajudar o povo iraniano a erguer-se.
Perspectiva sobre o envolvimento curdo
O dirigente afirmou tratar-se de uma ideia, não de um plano, sobre possível participação curda numa ofensiva terrestre. Reiterou que o Curdistão iraquiano permanece na defesa, com bombardeamentos contínuos de mísseis e drones iranianos há quase um mês.
O que diz a narrativa externa
Trump mencionou, numa declaração, contatos com supostos responsáveis iranianos considerados razoáveis, sem os identificar. Do lado iraniano, a visão é de que o regime não é confiável, contrariando avaliações de negociações mais suaves.
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