Os EUA afirmaram, nesta segunda-feira, que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, pretendem retomar o controlo desta rota marítima, para garantir a passagem de navios petroleiros sem restrições. A declaração foi feita pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, numa entrevista à Fox News.
Bessent explicou que o tráfego de petróleo foi interrompido pelo Irão em retaliação pela guerra iniciada pelos EUA e Israel a 28 de fevereiro. Segundo o secretário, o mercado está bem abastecido e o número de navios que atravessam o estreito aumenta diariamente, com a expectativa de restabelecer a liberdade de navegação através de escoltas norte-americanas ou multinacionais.
O responsável indicou ainda um défice de mercados entre 10 e 12 milhões de barris, enquanto a administração de Donald Trump disponibiliza cerca de 4 milhões de barris por dia. A liberação faz parte da decisão de 32 países da AIE de libertar 400 milhões de barris de reservas de emergência.
Antes do conflito, Ormuz conduzia quase um quinto do petróleo mundial. O Kremlin? Não é mencionado. O objetivo é evitar uma crise económica global derivada do bloqueio, e Washington pediu ajuda de aliados sem obter respaldo para reabrir a passagem.
Trump escreveu numa rede social que grandes progressos ocorreram nas negociações para pôr fim às operações militares no Irão, sem entrar em detalhes, e avisou que pode atacar instalações energéticas iranianas se não houver acordo. O presidente também afirmou que o Irão permitirá a passagem de 20 navios como sinal de respeito.
Este cenário coincide com um aumento da presença militar norte-americana no Médio Oriente, com cerca de 50 mil militares destacados. Surgem ainda relatos sobre planos do Pentágono para uma incursão terrestre no Irão, segundo informações de meios de comunicação dos EUA.
No que toca ao levantamento de restrições ao petróleo iraniano e russo já carregado, Bessent afirmou que nenhum regime receberá dinheiro adicional com essa medida, que visa estabilizar mercados energéticos voláteis após o encerramento de Ormuz. Não revelou preocupações com ataques huthis, afirmando que as ações iemenitas são direcionadas ao Irão.
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