O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, realizou pela primeira vez uma visita oficial à Coreia do Norte, chegando a Pyongyang para uma reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. No encontro, as partes assinaram um tratado de amizade e cooperação entre os dois regimes.
O acordo inscreve-se num pacote de intenções que abrange domínios como agricultura e tecnologias da informação. Apesar de o comércio entre os dois países ser atualmente residual, foram apontadas perspetivas de exportação de produtos farmacêuticos e géneros alimentícios a partir da Bielorrússia, e de importação de cosméticos norte-coreanos para o mercado bielorrusso.
Contexto internacional
Ambos os governos justificaram o acordo como uma forma de enfrentar pressões ocidentais e defender a soberania, segundo análises associadas à AFP. Analistas destacam que a cooperação entre regimes autocráticos tem ganho dinâmica em cenários de tensões geopolíticas.
Sanções e relações estratégicas
A Bielorrússia e a Coreia do Norte estão a operar sob sanções ocidentais, com acusações de violações de direitos humanos e de apoio à guerra na Ucrânia. O objetivo manifestado é fortalecer uma aliança frente a “ordem ocidental”, conforme a retórica oficial de ambos os países.
Cerimónias e simbolismo
Durante a visita, Lukashenko visitou o Monumento da Libertação e depositou flores, em gesto de apoio à Rússia na guerra na Ucrânia. A agenda incluiu encontros com autoridades locais e participação em eventos oficiais.
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