Portugal junta-se a 30 países dispostos a ajudar na reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a subscrição de um texto comum que defende a passagem segura pela rota marítima. A medida surge para responder ao impacto global.
A declaração, publicada inicialmente por alguns países europeus e pelo Japão, defende que a segurança marítima e a liberdade de navegação beneficiam todos os Estados. Entre os signatários estão Portugal, Trinidad e Tobago, República Dominicana, Croácia, Bulgária, Kosovo, Panamá e Macedónia do Norte, juntando-se a uma lista alargada.
Os signatários condenam os ataques do Irão contra navios comerciais e infraestruturas energéticas, bem como o encerramento de facto do estreito. Exigem que Teerão ponha fim às ameaças, ao uso de minas, drones e mísseis, e a qualquer tentativa de bloquear a navegação.
O texto sublinha que a interferência na navegação internacional ameaça a paz e a segurança globais e pede uma moratória imediata sobre ataques a infraestruturas civis. A notícia surge após o anúncio de danos no complexo de Ras Laffan, no Catar, atribuídos a ataques de mísseis iranianos.
Os ataques do Irão, em retaliação a uma operação militar liderada pelos EUA e Israel, também atingiram instalações petrolíferas na região e contribuíram para o bloqueio do estreito. O episódio levou a uma subida do preço do petróleo, que chegou a perto de 110 dólares por barril.
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