O Hungarian Helskian Committee (HHC) enviou uma carta à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), solicitando o afastamento de Daria Boyarskaya da missão de monitorização eleitoral na Hungria. A organização afirma que tal medida é necessária para manter um ambiente de confiança e confidencialidade durante as eleições de abril.
As eleições previstas são para 12 de abril, num contexto de aumento da competição entre partidos de centro-direita e direita nacionalista. O HHC sustenta que a presença de uma antiga intérprete de Putin pode comprometer a integridade do processo eleitoral e a perceção pública da imparcialidade.
Daria Boyarskaya atua na Assembleia Parlamentar da OSCE como assessora, apoiando a preparação e as visitas oficiais, bem como missões de observação eleitoral. Anteriormente, trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, o que motivou o pedido de afastamento, segundo o grupo.
A OSCE respondeu às preocupações da organização húngara, com o porta-voz Nat Parry a afirmar que as dúvidas são infundadas. Segundo a OSCE, Boyarskaya é uma funcionária internacional sujeita a normas de conduta e confidencialidade, sem indícios de violação.
Contexto de sanções
Em 2022, a Polónia incluiu Boyarskaya numa lista de sanções, proibindo a entrada no país. O governo polaco indicou que o apoio ao governo russo criava riscos de provocações que poderiam afetar a posição internacional da Polónia, associando-se assim a uma resposta de segurança.
A OSCE, com sede em Viena, reúne 57 países, incluindo EUA e Rússia. A organização trabalha para prevenir e monitorizar conflitos na Europa, mantendo-se neutra na análise dos factos e no cumprimento de normas de conduta.
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