À entrada para o Conselho Europeu desta quinta-feira, em Bruxelas, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, pediu desescalada no Médio Oriente e o regresso às negociações diplomáticas. O objetivo é desbloquear o diálogo entre EUA, Israel e Irão, para uma solução pacífica da guerra na região. Montenegro destacou que Portugal tem procurado sensibilizar todas as partes envolvidas para abrir espaço ao reinício das negociações.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, reiterou a necessidade de uma saída da escalada, manifestando-se após contactos com o Irão para encontrar vias diplomáticas. O objetivo comum, dentro da União Europeia e da NATO, é evitar uma ampliação do conflito e favorecer a aproximação entre as partes para encerrar o disputa.
Nesta madrugada, um novo ciclo de ataques aumentou a tensão. Israel atacou o campo de gás natural de South Pars; em retaliação, o Irão atingiu instalações no Kuwait e a maior unidade de gás natural liquefeito do Qatar. A dirigente europeia reconheceu que estes incidentes agravam o caos energético regional.
Como consequência, os preços da energia voltaram a subir, com o gás natural a registar aumentos significativos por megawatt-hora. Analistas receiam que a destruição de infraestruturas possa interromper a produção de gás e desestabilizar mercados, mesmo a nível global.
Entre tentativas de mediação, o ambiente na cimeira manteve o foco na diplomacia. O chanceler alemão comentou que os Estados Unidos poderão reforçar a presença militar na região, segundo fontes da Reuters, embora a Administração norte-americana tenha indicado estar aberta a encerrar hostilidades se as condições permitirem.
Antes do início das sessões, os líderes sublinharam que a UE não deverá ser arrastada para o conflito. Um dos chefs de governo considerou que é essencial definir saídas viáveis para evitar consequências graves para os cidadãos europeus.
Para António Costa, presidente do Conselho Europeu, as discussões vão centrarse em mitigação de impactos económicos provocados pela guerra, com especial atenção aos preços de energia. O objetivo é fortalecer a segurança energética europeia através de uma transição energética mais rápida, que reduza dependências externas.
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