Donald Trump afirmou que o Japão está a oferecer um apoio mais significativo no atual conflito do Médio Oriente do que a NATO, durante a visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, à Casa Branca. As declarações surgiram na sequência de encontros entre os dois líderes.
O presidente norte-americano indicou aos jornalistas que o Irão representa uma ameaça global e que o ataque ao Irão foi conduzido por necessidade, não por desejo. Argumentou que o mundo ficará mais seguro com as ações tomadas.
Trump disse ainda que a primeira-ministra japonesa está plenamente informada sobre as decisões e que existe alinhamento entre ambos. Abordou a possibilidade de uma crise energética, admitindo que a economia pode registar recuo e que os preços do petróleo tenderão a subir, mas garantiu que essa tendência pode ter fim.
O tema do estreito de Ormuz entrou na conversa, com Trump a sublinhar que os EUA não dependem do petróleo que passa pela região, afirmando que o objetivo foi ajudar de forma cooperativa e não por interesses proprietários.
Relação entre EUA, Japão e o Médio Oriente
O presidente indicou que, segundo a sua leitura, a NATO não tem mostrado o mesmo empenho naquilo que considera esforço dos EUA, sugerindo que o apelo à cooperação internacional está a evoluir para além de alianças tradicionais.
Trump mencionou ainda a liderança de Joe Biden de forma crítica, referindo que recursos destinados ao Afeganistão e à Ucrânia teriam sido, na sua leitura, mal aproveitados. As observações foram feitas durante a conferência de imprensa conjunta com Takaichi.
O encontro entre o líder americano e a chefe de governo japonesa ocorreu na véspera de uma eventual reconfiguração de políticas na região, com foco em estabilidade regional e segurança internacional, segundo a leitura oficial.
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