Os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão pediram esta quinta-feira uma moratória imediata e abrangente sobre ataques a infraestruturas de petróleo e gás. O apelo ocorre num comunicado conjunto que condena também os recentes ataques do Irão contra navios comerciais e o encerramento de facto do estreito de Ormuz.
Os signatários sublinham a gravidade da escalada na região e solicitam que o Irão cesse ameaças, colocação de minas, ataques com drones e mísseis e tentativas de bloquear a navegação comercial. A declaração alerta para interferência na navegação e perturbação de cadeias de abastecimento energéticas como ameaça à paz global.
Os sete governos afirmam ainda que estão prontos a contribuir para garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. Destacam que segurança marítima e liberdade de navegação beneficiam todos os países e pedem respeito pelo direito internacional.
Impactos energéticos
A companhia estatal QU de petróleo do Qatar informou danos consideráveis no complexo de gás de Ras Laffan, causados por novos ataques de mísseis iranianos ao amanhecer. A informação eleva a preocupação sobre fornecimento regional e global.
Na Arábia Saudita, um drone atingiu a refinaria Samref, na zona industrial de Yanbu, reforçando o conjunto de ataques atribuídos ao Irão. As autoridades locais ainda não confirmaram números oficiais de vítimas.
A ofensiva iraniana é apresentada como retaliação a uma operação militar iniciada a 28 de fevereiro por EUA e Israel, cuja finalidade era enfraquecer a República Islâmica e provocou várias baixas entre líderes e civis.
Repercussos no mercado
Em reação aos acontecimentos, o preço do barril Brent ultrapassou, nesta quinta-feira, os 110 dólares. O gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos subiu quase 30%, acima de 70 euros por MWh, injeta incerteza nos produtores europeus.
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