A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou para 426 milhões de barris o total a libertar das suas reservas estratégicas. Deste total, 301 milhões são de crude e 125 milhões de barris de produtos refinados. A medida aplica-se a volumes já liberados, com início já em curso. A decisão visa mitigar perturbações de fornecimento provocadas pela guerra no Médio Oriente.
Em comunicado, a AIE, com sede em Paris, explicou que a paralisação do fornecimento tem sido a maior perturbação histórica no setor. O volume libertado de crude já ultrapassou o registado na crise energética de 1973, sinalizando uma resposta sem precedentes a nível global.
O maior contribuinte é os EUA, com 172,2 milhões de barris de crude, seguidos do Japão (79,8 milhões) e do Canadá (23,6 milhões). A lista continua com Coreia do Sul (22,5 milhões), Alemanha (19,5), França (14,6), Reino Unido (14), Espanha (11,6) e Itália (10).
Contexto da atual conjuntura
Os EUA e Israel lançaram um ataque ao Irão no dia 28 de fevereiro, invocando a inflexibilidade de Teerão nas negociações sobre o enriquecimento de urânio. Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis na região.
Outros incidentes com projéteis iranianos foram reportados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão. As autoridades iranianas indicaram 1.348 civis mortos, entre os quais o líder supremo Ali Khamenei, segundo a nota, substituído pelo filho Mojtaba Khamenei, e Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. O anúncio aponta ainda para mais de 10.000 civis feridos.
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