Donald Trump pediu à Austrália que conceda asilo às jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão que se recusaram a cantar o hino, afirmando, via Truth Social, que o retorno ao Irão seria um “terrível erro humanitário”. O presidente dos EUA garantiu ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que os EUA as acolheriam se Canberra não aceitasse.
Na estreia do Irão na competição, frente à Coreia do Sul, as jogadoras optaram por não cantar o hino. A imprensa estatal iraniana classificou o gesto como traição em tempo de guerra e avançou com punições severas. A FIFPro pediu garantias de segurança e informou ter perdido contacto com o grupo após o aumento das tensões no Médio Oriente.
Enquanto se formava a pressão internacional, uma petição pedindo asilo político às jogadoras reuniu mais de 68 500 assinaturas. Na última noite, manifestantes tentaram bloquear o autocarro da equipa à saída do estádio, gritando pela proteção das atletas.
As jogadoras acabaram por cantar o hino nos segundo e terceiro jogos da fase de grupos, concluindo a participação no torneio no domingo. A qualificação para a prova, a primeira desde 2002, foi recebida com celebração entre ativistas dos direitos humanos, num contexto de repressão que tem provocado dezenas de mortes segundo organizações internacionais.
Em 28 de fevereiro, segundo o conteúdo apresentado, uma ofensiva militar dos EUA e de Israel terá resultado na morte do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei. Em resposta, Teerão lançou ataques de retaliação contra alvos israelitas e bases norte-americanas, bem como infraestruturas na região.
Até ao momento, nem o primeiro-ministro australiano nem as autoridades de imigração reagiram oficialmente ao pedido de asilo. No cenário regional, o Irão tem respondido a estas tensões com ataques e deslocações de forças para várias áreas da região.
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