- Manuel Moreira, sommelier de água, ensina a provar água para perceber diferenças entre as garrafas.
- O ensinamento ocorre em workshops para outros sommeliers.
- O artigo refere sete garrafas de água como exemplo da diversidade disponível.
- Propõe-se que os restaurantes criem cartas de águas nos menus de degustação.
- A notícia integra a edição Fugas Especial Água, anunciando as atividades a 21 de março.
Manuel Moreira tem criado uma abordagem invulgar no mundo da enologia, ao promover que a água também pode ser considerada um produto gastronómico. A iniciativa surgiu no âmbito de uma sessão dedicada à prova de água, realizada num contexto de formação para sommeliers.
No sábado, foram apresentadas sete garrafas de água, com diferenças de proveniência e perfil sensorial. Moreira orienta os participantes a provar cada água, ensinando a observar nuances de sabor e de suavidade, começando por agitar o líquido no copo e seguir um protocolo de avaliação.
A atividade mostrou-se orientada para a promoção de cartas de águas nos menus de degustação de restaurantes. O objetivo é incentivar estabelecimentos a oferecer opções hídricas com identidade própria, em paralelo à oferta de vinhos e outras bebidas.
Água como produto gastronómico
Manuel Moreira utiliza o formato de workshops para partilhar os fundamentos da prova de água com outros sommeliers. As sessões procuram afirmar a água como componente sensorial relevante, capaz de enriquecer a experiência gastronómica e a classificação de cada casa.
Lisboa, onde decorreu a sessão, enquadra-se num movimento crescente de reconhecimentos formais da água como elemento de carta técnico-qualitativa. A iniciativa recebe feedback positivo de profissionais que veem na água uma extensão do percurso gustativo, para além de função essencial.
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