- O texto questiona se o café com cheirinho é uma tradição em declínio ou se vive tempos de escassez, mantendo o foco na memória de quem o servia.
- Hermínia Horta partilha a sua coleção de copos guardados do tempo em que trabalhou no snack-bar Bote de Ouro, no Bairro Novo, Seixal, entre 1997 e 2004.
- Os copos são de bagaço e têm formato tulipa, com uma risca vermelha que ajudava a medir o conteúdo, se era meio bagaço ou bagaço inteiro.
- O registo releva a ligação entre a prática de servir café com cheirinho e a memória associada aos utensílios usados.
Hermínia Horta mantém viva a memória do café com cheirinho através da sua coleção de copos. Os recipientes recordam o tempo em que a bebida era servida com aroma característico nos bares da região.
A coleção pertence ao período em que Hermínia trabalhou no snack-bar Bote de Ouro, no Bairro Novo, em Seixal. O registo vai de 1997 a 2004, conforme a proprietária.
Os copos são de bagaço e têm formato tulipa, com uma risca vermelha que servia de referência para medir o conteúdo. Os detalhes ajudam a distinguir se o copo estava a meio ou cheio.
O Bote de Ouro era uma referência local para quem procurava o café com cheirinho. Hoje, a memória permanece sobretudo através dos objetos que ficaram em casa de Hermínia.
A coleção funciona como testemunho de uma prática histórica na restauração local, entre normas de serviço e tradições de consumo que viveram tempos de maior circulação social.
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