- A Deco aconselha as famílias a adoptar uma gestão financeira mais estratégica para enfrentarem a incerteza económica provocada pelo conflito no Médio Oriente.
- O contexto de volatilidade nos preços da energia, subida de juros e aumento do custo de vida exige reflexão sobre prioridades financeiras e envolvimento de todos no orçamento.
- Recomenda-se identificar despesas essenciais, evitar desperdícios e aproveitar promoções, além de reduzir o consumo, sobretudo na energia e nos combustíveis.
- Sobre crédito à habitação, há expectativa de novas pressões por parte dos mercados e da Euribor; é essencial acompanhar as condições dos empréstimos, considerar renegociação, mudança de banco ou taxa mista.
- Na alimentação, os preços devem subir; planeamento de refeições, elaboração de listas de compras e comparação de preços entre supermercados ajudam a conter custos.
A Deco defende que as famílias adotem uma gestão financeira mais estratégica para enfrentar períodos de incerteza económica. O alerta surge numa altura em que o conflito no Médio Oriente eleva volatilidade nos mercados e o custo de vida.
O podcast Lusa Extra, da Agência Lusa, ouviu Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira da Deco, sobre a necessidade de redefinir prioridades orçamentais. O objetivo é tornar o agregado familiar mais resistente a choques económicos.
Segundo a responsável, é essencial não apenas anotar receitas e despesas, mas refletir sobre as prioridades financeiras. O foco deve ser identificar gastos essenciais, evitar desperdícios e envolver toda a casa na gestão orçamental.
Promoções e consumo consciente
Na área da energia e combustíveis, a Deco recomenda comparar preços entre postos, aproveitar promoções e reduzir o consumo por meio de hábitos de condução mais eficientes. O objetivo é evitar o desperdício de dinheiro.
A perspetiva é que cada mês exige gestão cuidadosa do dinheiro ganho pelo trabalho. A recomendação é planejar o orçamento de forma a evitar fissuras entre rendimento e despesas.
Influência das taxas de juro
Numa época de possível aumento das taxas de juro, a Deco sublinha a necessidade de acompanhar as Euribor a três, seis e 12 meses. As condições dos empréstimos devem ser conhecidas, incluindo indexante, spread e periodicidade de revisão, para ajustar a prestação ao orçamento familiar.
Entre as opções estão a renegociação de crédito, a transferência entre bancos e soluções com taxa mista, com período inicial de taxa fixa. A incidência depende do contrato vigente.
Alimentação sob pressão orçamental
No que toca à alimentação, a Deco admite que os gastos podem subir e que esta rubrica costuma ser onde mais se corta. O desafio é planeamento: definir refeições semanais, fazer listas de compras e comparar preços entre estabelecimentos.
Mesmo com pressão de preços, há margem para reduzir custos com uma gestão estratégica da alimentação. O planeamento ajuda a manter o equilíbrio entre necessidade nutricional e orçamento disponível.
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