- Kyle Adler, 36 anos, foi retirado da mãe chilena ainda bebé e adotado por uma família americana em 1990, perto de Chicago, nos EUA.
- Adler reencontrou a mãe biológica, Ana Maria Navarrete, no início deste ano, após investigações facilitadas por rastreio de ADN.
- Navarrete, então jovem mãe de 19 anos em Coronel, descreveu que o bebé teria sido levado por uma casal norte-americano com o envolvimento de uma rede de adoção ilegal; não houve responsabilização.
- O caso ganhou impulso em 2017, quando Adler contactou a organização Nos Buscamos; o governo local estima que mais de 20 mil crianças tenham sido roubadas às famílias chilenas.
- O reencontro ocorreu em fevereiro, dois dias depois do aniversário de Navarrete, e incluiu uma semana de convivência em que ambos exploraram memórias, com tradutor a facilitar a comunicação.
Era confirmado o reencontro entre um homem chileno que foi roubado à saída do bebé e a sua mãe biológica. Kyle Adler, hoje com 36 anos, foi adotado aos 9 meses por uma família dos EUA, em Chicago, após o nascimento no Chile. A reunião ocorreu no início deste ano, após investigações de ADN.
Adler descobriu as suas origens com o apoio de organizações que acompanham adotados chilenos. Um teste de ADN confirmou a relação com a mãe biológica, Ana Maria Navarrete, e o caminho de uma rede de adoção ilegal foi descrito pela investigação policial.
Navarrete, então jovem mãe de 19 anos, trabalhava numa peixaria em Coronel, a cerca de 533 quilómetros da capital. A criança foi colocada numa casa de acolhimento por uma cuidadora a trabalhar com uma suposta adoção que precisava de uma família.
Contexto histórico
Pouco depois, surgiram alegações de uma rede que envolvia agências, autoridades e profissionais de saúde. Navarrete afirma que ninguém foi responsabilizado pelos anos de separação. O caso insere-se num período de ditadura que se estima ter roubado milhares de crianças.
Reencontro e desdobramentos
Em 2017, Adler contactou a organização Nos Buscamos e forneceu dados sobre milhares de casos. A verificação documental confirmou a origem por meio de uma plataforma de ADN. O reencontro ocorreu em fevereiro, dois dias após o aniversário de Navarrete, em pleno Dia de São Valentim.
A reunião aconteceu em Santiago, com uma semana de convivência entre mãe e filho, visitas a lugares relevantes e a recuperação de documentos. Adler conheceu também um dos quatro irmãos da mãe, em Miami já tinha encontrado outra irmã.
Adler levou consigo recordações do passado: uma certidão de nascimento original, um diploma e fotografias de infância. A família adotiva que o criou guardou sapatinhos de bebé que o casal preservou na memória. As comunicações passaram a ocorrer com tradutor e, recentemente, por aplicações de tradução.
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