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O poder do colo: como o vínculo muda rotinas e bem-estar

Programa de Acolhimento Familiar da Santa Casa de Lisboa já acolheu mais de 250 crianças desde 2019, promovendo lares estáveis em vez de instituições

Para Miriam Duarte, as crianças acolhidas fazem parte da família
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  • O Programa de Acolhimento Familiar da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, lançado em 2019, já acolheu mais de duas centenas e cinquenta crianças.
  • Em Portugal há quase seis mil crianças acolhidas em instituições; no distrito de Lisboa são mais de mil à espera de uma família.
  • O acolhimento familiar é temporário e não é adoção; visa oferecer ambiente estável, afeto e rotina para eventual regresso à família de origem ou adoção futura.
  • Em 2025 existem 117 famílias de acolhimento ativas na SCML, financiadas maioritariamente pelos Jogos Santa Casa, que representam cerca de 26,52% dos resultados.
  • O episódio “Boas Causas” mostra histórias de famílias acolhedoras, como a de Miriam e Madalena, destacando o impacto e os desafios desse papel.

Desde 2019, o Programa de Acolhimento Familiar promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa já acolheu mais de 250 crianças. A iniciativa funciona como ponte entre famílias disponíveis e menores em situação de risco.

A sessão de Boas Causas traz o exemplo de Miriam Duarte, professora de Educação Especial, e da filha Madalena. Em 2019 decidiram acolher uma bebé, integrando-a na rotina familiar até que haja um projeto de futuro para a criança.

O acolhimento familiar visa oferecer um ambiente estável, afeto e rotina. Trata-se de uma medida transitória, não de adoção, com avaliação contínua para assegurar o regresso à família de origem ou um caminho de adoção, se necessário.

O cenário em Portugal

Em Portugal existem cerca de 5.987 crianças acolhidas em instituições. No distrito de Lisboa, mais de 1.000 aguardam por uma família. A maioria continua em lares de acolhimento, já que apenas 4,3% dos acolhimentos ocorrem em famílias.

Patrícia Bacelar, diretora do Núcleo de Acolhimento Familiar da SCML, explica que a Santa Casa gere o sistema, capta e acompanha o processo de acolhimento. O objetivo é ligar cada criança à família certa, proporcionando bem-estar e estabilidade.

O caminho para se tornar família de acolhimento

O processo envolve candidatura, sessões informativas, formação e uma avaliação aprofundada para o matching entre competências da família e o perfil da criança. Acompanhamento técnico frequente garante o suporte durante a medida.

Miriam descreve a experiência como um compromisso de amor. Embora haja despedidas dolorosas, afirma que o tempo de acolhimento oferece carinho que pode sustentar a criança até uma possível adoção ou retorno à família biológica.

Impacto e financiamento

Por detrás do programa está a receita dos Jogos Santa Casa, que financia o Núcleo de Acolhimento Familiar. A Santa Casa recebe 26,52% dos resultados dos Jogos Sociais do Estado, permitindo manter campanhas de recrutamento e acompanhamento das famílias acolhedoras.

Em 2025, os Jogos Santa Casa entregaram ao Estado 870 milhões de euros, com grande parte a retornar à sociedade. Desta verba emergem respostas sociais que sustentam famílias de acolhimento e o bem-estar das crianças.

Boas Causas em números

A iniciativa Boas Causas, em parceria com o Correio da Manhã e a CMTV, já percorreu o país para divulgar estas histórias. Este é o sexto episódio, com mais sete por contar, destacando que a medida de acolhimento pode mudar vidas sem promover alterações legais estruturais.

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